As Crônicas de Acheron | Sobre Zetricon e Illil

As Crônicas de Acheron é uma série de fantasia publicada toda quarta-feira no Mapingua Nerd.
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Quando Zetricon soube do malfazejo das esposas de seu irmão Orath, viu assim que o antítipo da maldade de Draemoniach se apresentou mais uma vez sobre a Terra dos Carvalhos. Isso muito intrigou o Maioral da Vida pois grande mistério reside no mal que se apossou do Deus Criado na ânsia de obter um corpo e dominar o calor do seu irmão Sol. A esse respeito os Antigos dizem no Livro do Dias que a ambição da Brisa em subjugar o Sol foi refratária às ordens dele para com sua irmã Lua, pois o Ciclo dos Deuses Criados que regem Acheron se perfazem de dia e de noite numa monotonia sem fim. “-Esse é o Ciclo. Cumpra-se o Ciclo.” Dizem os Maiorais a esse respeito.

Ao receber a ordem do Uno de imputar seu juízo sobre o malfazejo das esposas de seu irmão Orath contra o pequeno povo dos Vilca, Zetricon em águia de penas de prata se transformou para ao Malgaroth chegar. Dos portões de Bel pôde se ver a glória da transformação do Maioral da Vida em sua forma de grande águia reluzente dos matizes de Luz das Pilastras da Alegria de Orath. Sim, o Maioral da Vida refletia agora a Alegria do seu irmão Orath contidas nas Pilastras que emanaram de si quando do nascimento de seus filhos. 

“-Sobre mim tornaste semelhante, meu irmão?! O que pretendes ao refletir a minha alegria em tua descida para a frágil Terra dos Carvalhos? Não bastaria já levar as gotas que transbordam do malion da fúria de nosso Pai para assim pôr fim a existência daquelas mulheres de sangue ruim?” Questionou em receio o Maioral dos Prazeres Lícitos ao ver a grande águia de prata de asas abertas reluzindo a Alegria das Pilastras da Cidade Abençoada próximo da viração do dia.

“-Minha demanda é interromper o ciclo de maldade que tuas mulheres imputaram sobre os teus devotos de sangue bom. Muito se perdeu em essência de boas almas no Malgaroth por culpa de Amelá, Derach, Sounit, Cinepit, Sefarit, Etrich, Jedil, Maliq, Policuat, Illil, Jeúd, Suaba, Liput, Mitrileh, Matril, Silbesh, Ashimita e Buedah. Os sons estridentes que da essência dessas mulheres emana têm aterrorizado todas as criaturas que lá ainda habitam. Mortandade se fez no lugar do pequeno povo que ama meu irmão! Tua alegria refletida em minhas penas não seria para teus filhos alegria também?” Retrucou Zetricon, em forma majestosa de tão gracioso e imponente animal.

“-Atenta para que tu não seja como eu em minha alegria. Pois o pequeno povo que habita em tendas ao redor do palácio dos Censores a mim serve com devoção. No mais, cumpre o que nosso Pai o Uno te imputou como justiça para o malfazejo daquelas mulheres que em vida em sangue ruim se tornaram por retribuir com ódio a minha bondade.” Disse a grande águia de prata a seu irmão.

Assim Zetricon rumou como raio reluzente para Acheron. E no Malgaroth chegou a grande águia de prata sobrevoando a planície dos Vilca em busca da essência de Amelá, Derach, Sounit, Cinepit, Sefarit, Etrich, Jedil, Maliq, Policuat, Illil, Jeúd, Suaba, Liput, Mitrileh, Matril, Silbesh, Ashimita e Buedah para imputar o juízo do Uno. A chegada de Zetricon ao Malgaroth em muito deixou o pequeno povo dos Vilca admirado, pois tal evento nunca antes tinha sido visto sobre aquelas terras. Em admiração o povo das tendas se perguntava sobre o significado daquilo. “É um sinal de nosso pai Orath. Diziam entre si.” De sorte que então os Vilca passaram a erguer postes em homenagem a Orath nos limites de sua habitação no período da chegada de Zetricon atribuindo a presença do Maioral da Vida ao seu irmão dos Prazeres Lícitos, o povo das tendas passou a adorar a grande águia de prata acendendo fogueiras nos festivais. Isso pareceu mal aos olhos de Orath.

Então a grande águia de prata passou a perseguir a essência malévola das esposas de Orath. As grandes garras de Zetricon destruíram uma a uma as essências ruins das esposas do Maioral Orath. “-Não nos dizime, pois, o mal que existe em nós de nós não brotou. Teu irmão fez malfazejo ao roubar nossos filhos e isso em muito nos magoou.” Diziam elas ao implacável Zetricon. Porém, enquanto cada uma das gementes essências das mulheres de Orath era esfacelada pelas mãos da grande águia, o que ainda existia do Amor que nutriam pelo Maioral dos Prazeres Lícitos era liberto para vagar assim pelo Malgaroth. 

Assim, o Amor encontrou a derradeira essência de Illil, que se escondia sobre as areias ressequidas do Malgaroth. Illil, em seu sofrimento então recebeu o Amor de suas irmãs vilca. E sua essência assim prosperou enquanto se escondia da fúria de Zetricon. E a cada viração do dia podia se ouvir o lamento gemente de Illil que vinha da terra em agonia dos arredores do Malgaroth. Isso atraía as criaturas que na região habitavam para ouvir a voz de Illil em desespero clamando por sua existência. O Amor então transformou a essência ruim em singular beleza e agora a essência da esposa de Orath Illil reluzia em cada grão de areia da planície. Isso muito tocou o Maioral da Vida e Zetricon assim passou a derramar lágrimas sobre o Malgaroth em tristeza por conta do lamento de Illil. 

“- Não tendes dó de mim, pobre essência que sou? Pois de mim tudo foi tirado, e tudo o que me resta é o Amor de minhas iguais, e não tenho mais nem elas e nem meu filho. E nem de meu esposo que muita alegria me proveu durante prazeres contínuos que obtive para assim dar luz a tão belo rebento que guardião agora é da Cidade Abençoada. Pesado jugo me foi dado para aqui habitar e destruir aqueles inocentes que não tomam parte em minha malfada demanda!” Disse Illil para Zetricon em temor e tristeza. 

“- Tua essência bela agora é e não me vejo em condição de punir te por teus crimes, pois redenção alcançastes através da destruição de tuas irmãs”. Disse a grande águia de prata, pois muito se entristeceu ao se deparar com o choro de Illil em beleza melancólica. E por conta disso, Zetricon encontrou o Amor em Illil, e muito a desejou ao seu lado. O Amor de Illil era agora tamanho que suas feições se tornaram delicadas e a luz que emanava de si fez o Malgaroth brilhar como era na aurora da Terra dos Carvalhos. A grande águia de prata então agora encontrava Illil a cada viração do dia para cantar para sua essência. E o Amor de Illil fez então pequenas rosas vermelhas e azuis brotarem nas terras do Malgaroth e borboletas coloridas agora percorriam toda a planície saudando o Amor que se fazia presente na planície dos Vilca.

Assim, Zetricon em muito amou a Illil, e se desfez de sua forma de águia imponente para se encontrar com Illil. E o Amor de Illil e Zetricon prosperou no Malgaroth trazendo alegria para as criaturas que lá habitavam e os pequenos pássaros agora cantavam sobre o amor de Illil e Zetricon por toda a planície. E dizia-se àquela época que se podia ver a beleza de Illil passeando pelo Malgaroth de mãos dadas com Zetricon sobre a clara luz da Lua em meio ao cantar das corujas que lembravam do Amor que agora estava presente no lugar. E isso em muito desagradou Orath.

Continua…

Sobre o Autor

perdeu as contas de quantos mantras realizou para zerar aos onze anos Faxanadu. Suas habilidades crescentes já na infância o levaram a fazer uso da Master Sword todas as vezes em que houve necessidade (desde a Criação até a Era o Caos e da Prosperidade). Atualmente anda às voltas com os reinos de Boletaria, Lordan e Drangleic porém nunca esquecendo que deve estar de pé às seis para levar luz àqueles que necessitam. Gosta de caqui, sustos, games, comida-que-mata, poesia, pringles, fantasia-fantástica, pôr-do-sol… e Pepsi!

Não necessariamente nessa ordem.