As Crônicas de Acheron | do Surgimento de Mitranil e sobre a perversão das Terras Proibidas

As Crônicas de Acheron é uma série de fantasia publicada toda quarta-feira no Mapingua Nerd.
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Quando Atheran lançou sua semente no ventre de Gwinvein, assim Mitranil se fez. Sim, a semente de Atheran produziu a mítica oracular dos domínios de Nuth no interior do ventre de sua consorte Gwinvein. A alegria do Deus Serpente e sua irmã foi tamanha que as fronteiras do Mundo Mosaico de Atheran foram abaladas a ponto de fragmentos de suas pedras brancas que se chocavam freneticamente subiram aos limites do firmamento do Gohin. “- Veja, meu amor… os fragmentos das pedras brancas chegaram até o firmamento do Gohin e se misturaram à cinza que emana dele. “ Disse Gwinvein ao Deus Serpente, enquanto sustentava com suas graves mãos seu enorme ventre.  “-São suspiros da libertação da raça dos homens frente ao pesado fardo de obediência ao Uno e seus Filhos.” Respondeu Atheran, enquanto acariciava o enorme ventre de sua consorte.

Os fragmentos das pedras brancas libertadoras até os limites do firmamento do Gohin chegaram, se misturando assim com as enigmáticas cinzas que brotavam dos limites pervertidos do Gohin. Sim, enquanto as cinzas continuamente tragavam os seres habitantes do Mundo Mosaico do Deus Serpente, os fragmentos das pedras brancas as tornavam descrentes em suas existências e assim gobartos, mericalhos, micostos, matoas e beseras cometiam assassinato entre si e seus corpos se amontoavam sobre todas as terras que circundavam a Mitral. Entretanto, as cinzas do Gohin recobriam lentamente os corpos das criaturas habitantes do Mundo Mosaico de Atheran e suas essências degeneradas agora vagavam pelo Gohin, aterrorizando as outras criaturas que ainda viviam no mosaico criado pelo Deus Serpente.

“-Meu amor, os fragmentos das pedras da libertação até os limites do firmamento do Gohin chegaram. Devemos enviá-los para os que em nós guardam esperança. Assim, após o surgimento de Mitranil os homens serão livres do jugo do Uno e dos Maiorais e seremos sempre amados por todo aquele que a liberdade buscar.” Disse Gwinvein a Atheran. Sim, os Deuses degenerados das Femiaren desejavam o lugar do Uno para recriar a Terra dos Carvalhos de acordo com sua perversão e prazeres ilícitos. “- Esperai, minha amada. Já Mitranil virá para nós, e assim as cinzas e os fragmentos libertadores do nosso mosaico e do Gohin incutirão no coração dos homens a esperança.” Retrucou sorridente o Deus Serpente.

No décimo primeiro mês após a concepção de Mitranil, a mítica dos Nuth então estridentemente passou a gritar no interior do ventre de Gwinvein, suplicando por sua saída. Ao ouvir os gritos de Mitranil, Atheran muito se alegrou, acariciando seu escamoso membro em sinal de alegria. Gwinvein retribuiu expulsando Mitranil finalmente de seu ventre. Assim surgiu nos recônditos da Mitral a filha oracular dos Deuses degenerados.

A carne de Gwinvein que juntamente com Mitranil foi expulsa do ventre de Gwinvein alimentou a filha dos Deuses degenerados. Sua aparência era de bela mulher e isso muito intrigou (e em demasia) seus pais. Mitranil, faminta (e aos gritos) comia a carne expulsa do ventre de sua mãe Gwinvein. Isso alimentou a oracular infante e produziu em seu coração ódio por sua própria carne. Aqui reside mistério: pois a carne pervertida da consorte de Atheran provocou oculta ojeriza na infante Mitranil dos Nuth. Ao ver a sua semente entre gritos estridentes devorar a carne expulsa do ventre de sua consorte disse o Deus Serpente em alegria: “ a carne da nossa carne devoradora é! Mitranil na Mitral foi gerada e nela deve escondida permanecer! Venha, minha amada consorte. Vamos agora espalhar os fragmentos das pedras libertadoras sobre Acheron para assim incutir no coração dos homens a esperança que hoje nasce em nossos domínios para assim finalmente recriar nova adoração para nós sobre toda a Terra dos Carvalhos!”

Lilith

Assim, Atheran e Gwinvein sopraram do oriente do Mitral grande fôlego que espalhou as cinzas e os fragmentos das pedras de seu mosaico além dos limites do Gohin. As cinzas e os fragmentos das pedras (libertadoras) então chegaram a Acheron e o vento oriental as levou rapidamente pelos céus de Acheron. Ao ver tamanho malfazejo, o Uno enviou a tormenta do Vento dos portões de Bel (para contê-las). Porém, isso assim não aconteceu pois eram muitas as cinzas e os fragmentos das pedras (libertadoras).

A tormenta do Vento reuniu as cinzas e os fragmentos das pedras brancas do mosaico dos Deuses degenerados levando-as para o Makalabeth onde lentamente caíram como neve sobre toda a região rochosa das (posteriormente conhecidas como) Terras Proibidas. De tal maneira, que os filhos dos Milcah que lá habitavam foram tocados pelas cinzas e os fragmentos das pedras brancas. Assim, cinza e pó cobriram toda a planície do Makalabeth bem como os corpos de seus habitantes pervertendo seu coração. Os habitantes de Celhin (poderosos em seus feitos) foram então acometidos pela praga dos Deuses degenerados, tornando-se odiosos para com os desígnios do Uno e dos Maiorais. Ignorando sua existência, os filhos dos Milcah agora viviam comendo e bebendo, virando suas nucas para Bel e seus habitantes. Tal malfazejo então desagradou em muito o Uno e seus Filhos, pois os filhos dos Milcah endureceram suas cãs para a bondade e tornaram-se grandes conquistadores, fortificando a Celhin e dizimando os pequenos povos nas regiões próximas habitavam.

Continua…

Sobre o Autor

perdeu as contas de quantos mantras realizou para zerar aos onze anos Faxanadu. Suas habilidades crescentes já na infância o levaram a fazer uso da Master Sword todas as vezes em que houve necessidade (desde a Criação até a Era o Caos e da Prosperidade). Atualmente anda às voltas com os reinos de Boletaria, Lordan e Drangleic porém nunca esquecendo que deve estar de pé às seis para levar luz àqueles que necessitam. Gosta de caqui, sustos, games, comida-que-mata, poesia, pringles, fantasia-fantástica, pôr-do-sol... e Pepsi! Não necessariamente nessa ordem.