As Crônicas de Acheron | A Criação do Mundo Mosaico de Atheran

Publicado em 16 de junho de 2016 | Por Antonio II | As Crônicas de Acheron, Contos, Literatura

As Crônicas de Acheron é uma série de fantasia publicada toda quarta-feira no Mapingua Nerd.
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Registrou o escriba:

Quando o Deus Serpente recriou o corpo de sua irmã Gwinvein e deformou suas feições com a sua feitiçaria, houve alegria na fortaleza erguida por suas criaturas. Sim, os odiosos mericalhos servos de Atheran se regozijaram por agora o Deus degenerado possuir consorte a quem eles pudessem servir em prazeres ilícitos. Nas Femiaren subsistiam Atheran e Gwinvein (Deuses degenerados) e nelas se estabeleceu seus domínios de perversão. As criaturas habitantes da grande fortaleza de pedra (de Atheran e Gwinvein) assim clamavam continuamente insaciáveis de dia e de noite por mais sensações pervertidas que emanavam de seus senhores, e assim gritos estridentes e ecoantes podiam ser ouvidos nos recônditos das Femiaren, aborrecendo Fyr.

Atheran e Gwinvein habitavam na Mitral e de lá ditavam seus desejos para os odiosos mericalhos e insidiosos micostos que os serviam. Em troca de obediência, os micostos e mericalhos recebiam continuas sensações de prazer ilícito que os regozijavam em alegria. Os odiosos micostos e os insidiosos mericalhos continuamente buscavam mais prazeres entre si. “ – Que essa vida que agora possuímos nos dê mais alegria ilícita. Vamos corromper nossos corpos para assim nossa carne desnuda ficar e assim obtermos mais prazer ilícito” Diziam os micostos para os mericalhos. Ao ver micostos e mericalhos desnudos de sua pele em meio a gemidos de contínuo prazer ilícito, muito se enfureceu Atheran. “ – Não é bom que micostos e mericalhos estejam desnudos de sua pele para obter prazer ilícito que de mim e de minha consorte não seja emanado. Venha, vamos punir os micostos e os mericalhos criando peles de vidro para que eles sejam assim frios e não se enxerguem entre si.” Disse Atheran a Gwinvein.

Assim os insidiosos micostos e os odiosos mericalhos servos do Deus Serpente se transformaram em estátuas de vidro e já não tinham mais a sua carne desnuda. De tal forma que micostos e mericalhos já não podiam sentir dores prazerosas contínuas entre si, muito se aborreceram eles. Micostos e mericalhos agora se movimentavam lentamente e sua pele era dura e fria, e eles já não podiam arrancar sua pele para a carne expor e assim obterem contínuo prazer entre si. Micostos e mericalhos agora não podiam ver a si mesmos, pois a pele de vidro não os refletia.

Ao perceber que os micostos e os mericalhos em estatuas de vidro se transformaram, os Deuses degenerados (Atheran e Gwinvein) muito se alegraram. Sim, o Deus Serpente e sua consorte agora poderiam manipular os seus servos, pois apenas eles poderiam agora emanar prazeres ilícitos aos mericalhos e micostos, pois sua pele de vidro era ligada à essência pervertida de Atheran e Gwinvein. Enquanto os Deuses degenerados (Atheran e Gwinvein) existissem e assim o desejassem, micostos e mericalhos receberiam em sua carne dores prazerosas.

A mutilação da carne dos mericalhos e micostos muito aborreceu o Uno e os Atemporais. “ – Deuses degenerados não tem permissão de criar. Loucura é fazer do homem um Deus”. Disse o Uno aos Atemporais. “ – A mutilação da carne ofende nosso Pai, a mim e meus irmãos.” Disse Fyr. “ – Venham, lancemos praga de sangue ruim sobre tais criaturas para que os recônditos da Terra dos Carvalhos saibam que o Uno existe e que os Maiorais não se agradam de tamanho malfazejo.

Então Orath (de seus jardins) proferiu praga de sangue ruim sobre os odiosos mericalhos e os insidiosos micostos. Sua grande boca se movimentou languidamente expondo seus grandes e brancos dentes dizendo:

“- Sem pele e carne desnuda… afronta foi e afronta é! Ofensa assim se fez irremediável!

Sim, dissolva todo micosto e mericalho, que com o vidro agora se protege, mas que não segue!

O Bem que o Uno tem e que nele existe! Destrua eles, oh praga triste!”

Assim os odiosos mericalhos e os insidiosos micostos receberam a praga triste do sangue ruim do Pai dos Vilca. Imediatamente a pele de vidro dos mericalhos e micostos em areia branca se transformou e a carne desnuda se misturou provocando grandes úlceras. Agora micostos e mericalhos não sentiam mais prazer contínuo ilícito. Dor visceral era sentida por micostos e mericalhos de tal maneira que os gritos antes estridentes do outrora prazer contínuo ilícito agora não eram mais ouvidos (gemidos e clamores tomaram o lugar dos mesmos por toda Mitral e os domínios das Femiaren). Entristecidos profundamente estavam agora micostos e mericalhos vagando pelos recônditos das grandes montanhas.

A praga triste do sangue ruim tomou os servos de Atheran e sua consorte. Ao ver isso, o Deus Serpente e Gwinvein muito se enfureceram. “- Os Maiorais e o Uno atentaram para nossos domínios e agora intentam dizimar nossos servos. Seus corpos se vão em muito e assim logo não teremos mais sobre quem reinar”. Disse Atheran a Gwinvein. “- Sim, venha! Usemos nossa feitiçaria para aborrecer o Uno e criemos toda sorte de criatura malévola que esteja disposta a sentir o prazer desmedido ilícito que emana de nossa essência caída.” Disse Gwinvein ao Deus degenerado (Atheran).

Então das cavidades da grande Serpente das Femiaren e de sua consorte (Gwinvein) emanou fumaça negra de feitiçaria cobrindo os recônditos das montanhas e todos os salões do Mitral. Em meio a palavras de ofensas inomináveis ao Uno os Maiorais, a feitiçaria dos Deuses degenerados (Atheran e Gwinvein) se misturou ao pó que emanava da pele de vidro destruída pela praga triste do sangue ruim dos micostos e mericalhos e assim surgiram criaturas aberrantes repletas de sede insaciável por prazer ilícito. Gobartos, beseras e matoas se levantaram do pó da terra dos recônditos de Acheron em grande número. Suas peles escamosas e seus olhos vermelhos transpareciam contínuo desejo por toda sorte de prazer ilícito e perversão de carne. Os grandes gobartos então tomaram pedras do chão das cavernas e passaram a remover a pele dos matoas que languidamente se arrastavam pelo chão por não possuírem pernas e braços. Suas caudas escamosas em represália penetrava as cavidades dos volumosos gobartos, que recebiam tal ataque de bom grado e alegria. Seus gemidos de prazer ilícito ecoavam na mente do restante dos mericalhos e micostos que ainda viviam, muito os enfurecendo. Então, os odiosos mericalhos e os insidiosos micostos (com sua carne apodrecida) passam a emascular os beseras (arrancando seus grandes membros inferiores).

Ao ver o que micostos, mericalhos gobartos, matoas e beseras estavam fazendo com seus corpos, Atheran e Gwinvein muito se alegraram. “-Sim, nossos servos estão cumprindo os desígnios a eles impostos por nós. Convém que agora coabitemos para criar enfim nosso mundo e assim encerrá-lo para que o Uno e os Maiorais não nos aborreçam.” Disse Gwinvein a Atheran. Assim, a Serpente das Femiaren. e sua consorte coabitaram por dois meses continuamente nos salões da Mitral de forma que as profundezas de Acheron estremeceram e pôde-se ouvir os gritos estridentes e gemidos dos Deuses degenerados (Atheran e Gwinvein) até os limites das Terras Proibidas. O gigantesco membro do Deus Serpente derramou sua semente pelos salões da fortaleza de pedra produzindo grandes blocos de pedra branca que começaram a se unir nos limites da Mitral. As pedras brancas eram feitas de vidro e refletiam as paredes da grande caverna que escondia a habitação de Atheran e Gwinvein.

Ao ver tamanha feitiçaria, micostos e mericalhos (ulcerados), gobartos, matoas e beseras muito se admiraram e se voltaram para a Mitral. As pedras brancas flutuaram sobre a periferia da fortaleza de pedra, em movimentos contínuos de aproximação e afastamento. Cinzas caíram sobre a Mitral e as criaturas que lá habitavam, cobrindo o chão rochoso do lugar. As cinzas fizeram brotar ervas daninhas e árvores secas do chão de pedra que tomaram o grande pátio externo da Mitral. Sim, as ervas e as árvores secas separaram seus galhos entre si, e seguindo as pedras brancas que se movimentaram em ritmo lânguido, formaram imagens de si mesmas distorcidas e desconexas. As criaturas que lá chegaram também se separaram em partes (e suas partes sem ligaram aleatoriamente umas as outras).

Ao ver o resultado de sua cópula, Atheran e Gwinvein se alegraram em demasia por toda a obra da sua criação. Sim, o seu mundo mosaico havia sido construído através da semente do grande membro escamoso de Atheran. Assim, a Grande Serpente e sua consorte (Gwinvein)  criaram seu mosaico. E o ventre de Gwinvein passou a crescer lentamente a partir da criação do Mundo Mosaico de Atheran.

Continua…

Sobre o Autor

perdeu as contas de quantos mantras realizou para zerar aos onze anos Faxanadu. Suas habilidades crescentes já na infância o levaram a fazer uso da Master Sword todas as vezes em que houve necessidade (desde a Criação até a Era o Caos e da Prosperidade). Atualmente anda às voltas com os reinos de Boletaria, Lordan e Drangleic porém nunca esquecendo que deve estar de pé às seis para levar luz àqueles que necessitam. Gosta de caqui, sustos, games, comida-que-mata, poesia, pringles, fantasia-fantástica, pôr-do-sol... e Pepsi! Não necessariamente nessa ordem.

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