Ao Infinito e Além | As lições de Pokémon Go

Publicado em 9 de agosto de 2016 | Por Juçara Menezes | Ao Infinito e Além, Colunas

O jogo Pokémon Go já era sucesso de público antes mesmo de chegar no país. Milhares de brasileiros baixaram o joguinho quase que imediatamente quando foi liberado em terras tupiniquins. Bilhões de postagens (e memes, grazadeus) sobre o game passaram a ser praticamente rotina nas redes sociais.

Relutei por dois dias até me render e baixar o jogo. Fiz isso para saber e sentir qual a parada do game que enchia os meus grupos de zapzap de imagens e dicas sobre como e quais bichinhos virtuais haviam sido capturados.

Fiz o download e até agora não sei dizer se isso foi bom ou muito legal, mas entendi claramente o que motiva tantas pessoas a gastar seus créditos e correr o risco de ser assaltado ou atropelado porque olha para o celular e não para rua.

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Como vocês se lembram, o primeiro passo para ser bem sucedido é descobrir qual a galáxia você pretende dominar. Ou seja, ter uma meta, seja ela em qualquer coisa que você queira ser quando crescer. Não sabe do que estou falando? Volte uma casa.

Logo que baixei o jogo, percebi de cara que era bem divertido ficar procurando os bichinhos. O resultado é que, como eu, todos os jogadores imediatamente criaram uma meta: achar os pokémons que estão na cidade (todos, de preferência).

A meta afeta a mina

Uma das minhas primeiras metas era descobrir como jogá-lo e, nesse sentido, eu tinha duas alternativas: procurar por conta própria, mexendo no celular e caçando informações em sites de busca; e/ou perguntar para quem começou a jogar antes e pegar logo os macetes.

MN - INFINITO E ALÉM JUÇARA

Eu me dei um dia para tentar aprender tudo sozinha (o que claramente não deu certo porque eu não conheço a história de Pokémon). Então, a minha primeira lição para alcançar a meta foi: saiba antes onde está pisando.

Em seguida, também como uma penca de gente da cidade, saí andando pra achar alguns. Nesta bendita tarde, fui até uma esquina e voltei. Poderia ter ido além, mas sei que aquele pedaço específico era perigoso. Preferi ficar sem bichinhos.

A gente te ajuda: veja o mapa de Pokéstops de Manaus

Então, fui ao Parque dos Bilhares, para uma importante reunião com uma galera nerd bem bacana. E o que aconteceu? Isso mesmo! Tinha um monte deles vagando enquanto eu conversava. A solução: uma moça disse que só pode jogar no celular alheio, já que o telefone dela não pega o jogo. Acabei por deixá-la responsável pela caça.

Depois de já ter pego alguns, fui percebendo que há os duelos em ginásios e, para vencer, é preciso ter XP. Nada que uma boa dose de leitura por aí não pudesse resolver.

Sim, eu quero ir lá e duelar, mas sei que apenas os fortes conseguem vencer por algum tempo (ou estar no poder, a escolha de palavras é sua). Ou seja, não vou entrar lá pra ser massacrada por um guri que ainda cheira a leite. Para isso, é preciso treinar, fazê-los crescer e enfim estar aptos à tarefa de defender o time Valor. Creio que em uma semana chego lá.

Percebam: em pouco tempo, várias metas foram criadas e a maioria cumpridas. E é fato, público e notório que as pessoas se sentem motivadas diante de uma vitória, mesmo que pequena, mesmo que virtual.

Lições de hoje:

1. Esteja antenado ao que está acontecendo no mundo, mesmo que você não ache graça naquilo.

2. Há sempre pelo menos duas alternativas. Se ambas forem boas, use as duas.

3. Pergunte a quem sabe: não há nada de errado nisso.MN - DONT PANIC JUÇARA

4. Seja rápido em saber se a novidade te agrada. Não dá pra perder tempo em algo que você não gosta.

5. Criamos metas todos os dias, mesmo sem saber. Todas as vezes que as cumprimos, ficamos satisfeitos. Por isso, crie metas plausíveis. As frustrações podem ser tão desastrosas quanto o Marvin.

6. Delegue: se você não tem como fazer algo na hora e outra pessoa pode, passe para ela e sejamos todos felizes.

7. Informar-se é a maneira mais correta de entender o desconhecido.

8. Desista de algo ou encontre uma alternativa, mas NÃO entre em perigo de propósito. Lembre-se: a caça tem que ser segura. Você não me serve de nada morto.

9. Deixe seu comentário para fazermos esta coluna melhor.

 

Go, go, go!


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Sobre o Autor

da Casa Menezes, a primeira de seu nome, Protetora do Norte e dos Nerds Oprimidos. Jornalista, mãe, esposa. Desde criança tem uma paixão nada secreta pelo Cebolinha. É vice-presidente do Conselho Jedi Amazonas. Líder Suprema (presidente) do fã-clube Lado Rio Negro. Com um amor incondicional de Darth Vader, sempre carrega um par de meias sujas na mochila para libertar elfos domésticos.

Comentários

  • David Dornelles

    Artigo lindo. Não esperava menos. Fiquei um pouco triste com esta história de Team Valor, mas eu sei que terei bons amigos seguindo o Instinto. E se precisar de alguma ajuda… É só chamar…

    • Muito obrigada, David! Gostei do Valor pelo que representa. É praticamente uma Ordem Sith 😉

  • Felipe Bonfim Fabricio

    Team Valor isso ai Líder Suprema sempre escolhendo o lado Vencedor <3