Você fala Shakespeariano e nem sabia disso

Publicado em 10 de julho de 2017 | Por Thais Imperatrice | Literatura

Que William Shakespeare é considerado pai do teatro inglês e ícone da literatura, isso muita gente já sabe. Mas você sabia que ele é considerado, também, um grande influenciador da língua inglesa moderna? 

Cerca de 10% das palavras usadas nas obras de Shakespeare foram inventadas por ele próprio, e muitas delas passaram a integrar o vocabulário da língua inglesa (e, por consequência, as traduções dessas palavras passaram a integrar outros idiomas).

Se você leu o jornal de hoje e se deparou com notícias de assassinato, lembre-se de Macbeth, onde essa palavra foi usada pela primeira vez. Se a notícia que você leu te deixou desconfortável, lembre-se de Romeu e Julieta; mas se ela te deixou de sangue quente, então lembre-se de Rei Lear

Se você chega naquela reunião da turma do ensino médio pronto pra quebrar o gelo e se enturmar, mas aquele colega que é o diabo encarnado aparece e te faz ter vontade de ir embora imediatamente, lembre de A Megera Domada e Tito Andrônico

E se você está estupefato com toda essa informação, se liga na lista abaixo:

– “Foregone conclusion” (“Conclusão precipitada”), em Otelo, o Mouro de Veneza;
– “For goodness sake” (Expressão menos cristianizada para “Pelo amor de Deus”), em Henrique VIII;
– “Good riddance” (Equivalente a “Já vai tarde”), em O Mercador de Veneza;
– “Neither here not there” (“Nem aqui, nem lá”), em Otelo, o Mouro de Veneza;
– “What’s done is done” (“O que está feito, está feito”), em Macbeth;
– “Catch a cold” (“Pegar uma gripe”), em Cimbelino;
– “Manager” (“Administrador”), em Sonho de uma Noite de Verão;
– “Dishearten” (“Sem coração”), em Henrique V;
– “New-fangled” (Algo como “Novo e já obsoleto”), em Trabalhos de Amores Conquistado;
– “Knock knock! Who’s there?” (“Toc toc! Quem bate?”), em Macbeth;
– “With bated breath” (“Com a respiração suspensa”), em O Mercador de Veneza;
– “Laughable” (“Risível”), em O Mercador de Veneza;
– “Negotiate” (“Negociar”), em Muito barulho por nada;
– “Assassination” (“Assassinato”), em Macbeth;
– “A heart of gold” (“Coração de ouro”), em Henrique V;
– “Fashionable” (“Elegante”), em Tróilo e Créssida;
– “Dead as a doornail” (Equivalente a “Mortinho da silva”), em Henrique VI, Parte II;
– “Not slept one wink” (“Não dormi nem uma piscada”), em Cimbelino;
– “Obscene” (“Obsceno”), em Trabalhos de Amores Conquistados;
– “Bedazzled” (“Estupefato”), em A Megera Domada;
– “Addiction” (“Vício”), em Otelo, o Mouro de Veneza;
– “Faint-hearted” (Equivalente a “Covarde”), em Henrique VI, Parte I;
– “Vanish into thin air” (“Desaparecer no ar”), em Otelo, o Mouro de Veneza;
– “Zany” (Equivalente a “bobo”), em Trabalhos de Amores Conquistado;
– “Lonely” (“Solitário”), em Coriolano;
– “Unreal” (“Irreal”), em Macbeth;
– “Epileptic” (“Epiléptico”), em Rei Lear;
– “Arch-villain” (“Arqui-vilão”), em Tímon de Atenas;
– “Bloodstained” (“Manchado de sangue”), em Tito Andrônico;
– “All of a sudden” (“De repente”), em A Megera Domada;
– “Come what, come may” (“Aconteça o que acontecer”), em Macbeth.

Fonte: Revista Galileu


Sobre o Autor

é formada em Letras - Língua Inglesa, lê compulsivamente sobre qualquer coisa e é a rainha das informações aparentemente inúteis. Obcecada por Harry Potter, astronomia, ficção científica, Harry Potter, séries de investigação e mistério, Harry Potter, filmes existencialistas e qualquer coisa que a faça pensar demais. Ah, e Harry Potter também.

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