Vida em Marte? O que as evidências de água no planeta tem a ver com a Exobiologia

Publicado em 5 de outubro de 2015 | Por Jessica Cunha | Ciência

Essa semana a Agência Espacial Norte Americana (NASA) fez um anúncio de que as manchas escuras observadas na superfície de Marte podem estar ligadas a existência de água no estado liquido e eu me enchi de expectativas! Por quê? Pela possibilidade de haver vida fora daqui, e se você acha que esse é um pensamento idiota ou pensou que eu estou falando em marcianos verdinhos e cabeçudos, vamos relembrar alguns fatos sobre a vida no nosso próprio planeta:

Primeiramente, vamos lembrar que vida não é sinônimo de ser humano/humanoide/racional. A vida na Terra inclui desde os micro-organismos, como bactérias e arqueas, até a exuberante baleia azul, passando por nós mesmos! Ou seja, existe muito mais vida aqui do que aquela que você vê!

Além disso, dentre os milhares de seres vivos, existem os extremófilos: seres que sobrevivem em situações extremas como altas ou baixas temperaturas, pressão, salinidade, acidez, alcalinidade e radioatividade! Diversos ambiente que você não imaginaria que houvesse vida estão fervilhando de micro-organismos. Inclusive há aqueles que não necessitam de oxigênio e conseguem retirar seu alimento de minerais (quimiossíntese). Alguns cientistas inclusive afirmam que basta encontrar água líquida para encontrar vida em nosso planeta. E ela permanece neste estado físico a altas pressões ou altas taxas de salinidade.

Sendo assim, agora que há a possibilidade de água em Marte, há sim a possibilidade de vida. Aliás o meteorito ALH84001, que foi encontrado na Antártida em 1984, de origem marciana, teve em 1996 a descoberta de “atividade biológica fossilizada”. (Óbvio que tem sempre um pra gritar: foi contaminação do material ou qualquer outra hipótese alternativa!).

A Exobiologia

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Se você tem interesse por esse assunto, saiba que existe um ramo da Biologia que o estuda a algum tempo: é a Exobiologia (ou Astrobiologia)! Essa área da Ciência é incumbida de estudar a possibilidade de vida em espaços extraterrestres e suas pesquisas podem utilizar simulações com organismos extremófilos. E se você acha que se enveredar por esse caminho vai acabar achando que tudo está relacionados a “aliens”, fique tranquilo, essa é uma área séria de estudo que teve como “mestre ancião” a própria NASA.

No Brasil, algumas Universidades oferecem essa disciplina, inclusive na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde eu me formei. Mas já vou avisando que é bom manjar bem de Inglês, pois a maioria dos artigos estão nesse idioma, e ter um gosto por Física, Química, Geologia, Astronomia e por aí vai… Dá uma olhada nos objetivos da disciplina na UFRGS:

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Se você souber de alguma Universidade em Manaus que ofereça a disciplina, avisa aqui nos comentários!

 


Sobre o Autor

é devoradora de livros e bolinhos de chuva. Sabe a diferença entre acônito licoctono e acônito lapelo, gabaritou seus N.O.M.'s e N.I.E.M's e acredita que a ciência é a coisa mais mágica do mundo.

Comentários

  • Fernanda Brandão

    Adorei a matéria e descobrir esse ramo da Biologia. É fascinante! <3 Chato ser de humanas.

  • Thiago Henrik

    Quando eu era criança, queria ser cientista. Passava horas lendo o mesmo livro de uma coleção da Abril, “Espaço e Planetas”.

    Aí fiquei preguiçoso e criei um blog.