Vamos jogar Middle-Earth: Shadow of Mordor no Hobbit Day! | Memórias de um Old Gamer

Publicado em 22 de setembro de 2017 | Por Antonio II | Colunas, Games, Literatura, Memórias de um Old Gamer

Apesar do Mapingua Nerd está realizando hoje uma exposição colaborativa sobre o universo de Harry Potter, hoje é dia também de comemorar o Hobbit Day! Eu, que sou admirador da obra de J.R.R. Tolkien, jamais poderia ficar de fora para homenageá-lo, o grande pai da fantasia! O mestre, o professor! Assim, vem comigo que hoje vou falar um pouco sobre um game que todo nerd deve jogar para honrar a Terra-Média.

No fim do ano de 2013 eu entrei na atual geração de consoles quando comprei no lançamento o Xbox One. O console da Microsoft que sucedeu o Xbox 360 teve problemas em sua apresentação na fatídica E3 daquele ano, mas o seu preço oficial no Brasil era convidativo em relação ao concorrente ( o PlayStation 4 nacional custaria 4 mil reais no lançamento, contra pouco mais de 2 mil reais do Xbox One). Sim, preço é algo que conta muito, pessoal. Por conta disso, comprei um Xbox One em 22 de Novembro de 2013: o dia que ele chegou em Manaus.

Pouquíssimos jogos me interessavam do line-up que chegava junto com o console (que mais parece um vídeo cassete). Na verdade, o único game que realmente me interessava era o Middle-Earth: Shadow of Mordor. Produzido pelo Monolith Productions e publicado pela Warner Bros. Interactive Entertainment, o game conta uma história não apresentada aos leitores de Tolkien em seus livros que falam sobre a saga do Um Anel.

Sauron, em seu retorno a Mordor juntamente com seus capitães, assassinam vigias de Gondor no Portão Negro. Um deles, Talion é morto brutalmente com sua família. Mas o espírito de Talion persiste, e sedento de vingança retorna aos seus inimigos para aliviar sua dor com a ajuda do misterioso espírito de um elfo.

Assim se entra no universo expandido da Terra-Média, controlando uma alma penada que luta tanto quanto o Batman (o sistema de combate do game tomou emprestado o da já consagrada franquia do morcegão da DC Comics que tem seus games publicados pelo mesmo studio) e escala altos muros e montes (tal qual os membros da irmandade dos assassinos de Assassins Creed). O gameplay de Shadow of Mordor é um misto de mecânicas que deram certo em franquias; nisso os produtores acertaram em cheio em inseri-las nesse mundo aberto. Ainda, toneladas de missões secundárias estendem a vida útil do game, bem como a capacidade de evolução do personagem e seus poderes psíquicos de leitura de mente

Speak!

Mas o mais impressionante foi algo que as pessoas não falam muito, mas certamente revolucionou a concepção de inteligência artificial dos sistemas do game quanto aos inimigos: o Nemesis. Em Shadow of Mordor os inimigos são gerados a partir das ações do gamer. E cada uruk é único para o jogador e qualquer um deles pode evoluir para se transformar em um arqui inimigo de Talion. Assim, cada gamer tem experiência personalizada com o universo de inimigos, tornando Shadow of Mordor algo único de seu tempo.

Chorei

Foram quase setenta horas de diversão. Middle-Earth: Shadow of Mordor é um marco por conta do sistema Nemesis, e a sua narrativa tem elementos interessantes se alimentam do background da saga do Um Anel para lançar o gamer numa aventura épica e brutal. Minha vontade de jogar foi tanta, que comprei a versão digital do game assim que acessei a loja da Live.

E estamos aguardando Shadows of War…


Sobre o Autor

perdeu as contas de quantos mantras realizou para zerar aos onze anos Faxanadu. Suas habilidades crescentes já na infância o levaram a fazer uso da Master Sword todas as vezes em que houve necessidade (desde a Criação até a Era o Caos e da Prosperidade). Atualmente anda às voltas com os reinos de Boletaria, Lordan e Drangleic porém nunca esquecendo que deve estar de pé às seis para levar luz àqueles que necessitam. Gosta de caqui, sustos, games, comida-que-mata, poesia, pringles, fantasia-fantástica, pôr-do-sol… e Pepsi!

Não necessariamente nessa ordem.

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