UFAM oferece curso de introdução ao sistema que pode nos levar à era do design de bebês

Publicado em 23 de junho de 2016 | Por Fernanda Brandão | Ciência, Cursos, Eventos

Parece Orphan Black? Parece Orphan Black. Então vamos lá, clara e rapidamente: hoje, 23 de junho, às 16h, o Centro Acadêmico de Biotecnologia da Ufam realizará o curso de introdução ao novo sistema de edição de DNA, o CRISPR. A ferramenta permite que os genomas sejam modificados com precisão e eficiência nunca vistos antes.

Seria o início da criação de clones e bebês geneticamente perfeitos? Não sei, mas como uma boa fã do seriado Orphan Black tenho as minhas considerações (que vão ficar para outra hora).

O curso pretende demonstrar o funcionamento e a importância para a biotecnologia dos agrupados de curtas repetições palindrômicas regularmente interespaçada. Acontecerá no Mini Campus da Universidade Federal do Amazonas, no Instituto de Ciências Biológicas, Auditório de Biotecnologia, localizado no bloco M.

O orientador é o Professor Dr. Carlos Gustavo Nunes que ministra disciplinas de Engenharia Genética e Biologia Molecular. Segue o Lattes dele para quem quiser conhecer sua linha de pesquisa. 

As inscrições podem ser feitas em BIOTEC-UFAM. Clique em “eventos”, preencha seus dados e escolha a opção do curso CRISPR/Cas9. O custo é de R$5, um valor simbólico para garantir comodidade e um coffee break para todos. Haverá emissão de certificados e qualquer membro da comunidade acadêmica pode participar.

Orphan Black (2)

CRISPR

Em um artigo para o Gizmodo Brasil, Sarah Zhang, repórter de ciências, explica de maneira mais clara o que pode ser feito com a ferramenta:

“Os últimos anos foram cheios de conquistas para a CRISPR, que criou macacos com mutações programadas e também evitou a infecção do HIV em células humanas. No começo deste mês, cientistas chineses anunciaram que aplicaram a técnica em embriões humanos, o que dá uma dica dos potenciais da CRISPR para curar qualquer doença genética. E sim, isso pode nos levar à era do design de bebês (no entanto, como os resultados desse estudo nos mostram, ainda estamos longe de conseguir levar essa tecnologia para a medicina).”

Leia o artigo completo.

Sobre o Autor

é especialista em Artes Visuais, Publicitária e Editora. Também é uma dos fundadores do Mapingua Nerd. Escreve menos do que gostaria e torce pelo Holyhead Harpies.

Comentários