Player Games Festival – Dia 1

Publicado em 28 de maio de 2016 | Por Antonio II | Games

Countdown to 6 PM

Olá, leprechais.

E então, fui eu o escalado para a abertura do Player Games Festival, que aconteceu hoje às quinze horas, no ICBEU –AM (Avenida Joaquim Nabuco, 1286). Gentilmente a organização do evento cedeu convites ao Mapinguanerd. E cá aqui eu estou, para contar como foi minha experiência para vocês, aspirantes a louva-deus brigadores em busca de um mundo melhor.

A coisa começou esquisita. Saio de casa há meia hora do início do evento. Sol escaldante. Já próximo ao local… vento… nuvens cinzas… e ela… a chuva. Súbita! Tal qual doença. Porém, pontualmente lá estava eu, nos portões de entrada o ICBEU. Minha camisa do Mapinguanerd, meu crachá de redator… meu kit “caderno de anotações-caneta” e…meu 3DS fat. Sei lá, vai que a coisa não está animada… e me sobra tempo para umas jogatinas de Pokémon Alpha Saphire.

E a coisa começou morna (mesmo). A chuva atrapalhava a montagem do palco. Rapazes iam e vinham no lugar onde provavelmente funciona como garagem do ICBEU em dias ordinários. As pessoas se escondiam da chuva nas áreas cobertas do lugar. “Bom, tenho que pegar minha credencial”. Pensei serenamente. Algumas poucas crianças circulavam pelos corredores. Vi uma moça sentada atrás de uma mesa branca com um laptop sobre e uns papéis. “É lá”. E era. E ela (a moça… a moça) não me era estranha. Conversamos rapidamente. Peguei minha credencial.“Depois falarei com você.“ Disse ela.

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Comecei a circular pelo lugar. O som que estava sendo testado na área externa do festival era música eletrônica. Para mim, não seria boa escolha. But, it’s ok. É música ambiente, certo, Antonio?! Vamos lá. Afinal já faz certo tempo que você não anda por eventos do estilo Anime Jungle Party. “Uma pequena food square. Food trucks! Depois passo lá para comer algo.” Pensei, semi-faminto. Assim, continuei minha pequena saga.

Encontrei o local da feira. O prédio é uma espécie de auditório. Fechado e climatizado. Providencial. Manaus afinal, é sucursal do inferno. Lá dentro as coisas começaram a esquentar (apesar do friozinho do ar condicionado). Logo às portas estavam os meninos da LUDUS –UEA. Me apresentando com mapingua e professor da universidade o qual eles são alunos… puxei conversa com umas meninas e um menino que estavam no stand. Alguns games mobile sendo exibidos em tablets e um…que me chamou atenção: Dino Pixel. Enquanto observava um menino jogar, fazia uma rápida análise mental sobre o game. “Por que um dinossauro como protagonista?” Perguntei das meninas da LUDUS que estavam ao meu lado. “Espera, vou chamar o responsável pelo game”. Disse uma delas.

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Então, lá estava o Eduardo Lira. “O Dino Pixel surgiu como projeto da nossa equipe e da ideia de um professor nosso. Ele disse um dia para gente assim: façam um game sobre um dinossauro em Manaus. E daí veio o plot do game. Experimentos sendo realizados dentro dos Laboratórios da Escola de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas trouxeram do passado um dinossauro que passa a tocar o terror dentro do laboratório..” E bota terror nisso. Dino Pixel com seus gráficos pixelados – a lá era 16 bits – é um game de ação 2D para lá de frenético e em certa medida violento (certos scripts de morte me lembraram Super Meat Boy). O dino em questão pula, faz dash, cospe fogo …e morde. Yes, it bites! Cientistas em fuga desesperados… soldados armados até os dentes. Suas mordidas esfacelam os corpos dos pobres diabos indefesos contra a força bruta do fictício animal jurássico. “Opa… o dino não abaixa?!” Questionei intrigado. “Não, não…” Respondeu o sorridente Eduardo. Aconselhei a pensar a respeito. Além de programar o game para poder ser jogado em controles com direcional digital. Afinal, games 2D old school devem ser jogados desse jeito. Para esfolar o polegar esquerdo. Joguei a demo com uma fase do game. Muito divertido. E difícil.

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Num canto subindo as escadas, dois arcades. Um rapaz magro. Alguns vários anéis. Um garoto e uma garota jogando. Um quiz sobre vídeo games. E eu observando. Algumas perguntas eu sabia a resposta. Outras não. O outro game era de memória. A AI dava ordens de cores piscando, e depois você deveria repeti-las. “Ei! Quando foi mesmo o dia da toalha do Mapingua Nerd?!” Ouvi alguém perguntando. “Oi, quando foi o dia da toalha…foi ontem que horas? Eu fui lá na Saraiva e não tinha ninguém!” Sim… o papo era comigo. “Ah, você está falando do Dia do Orgulho Nerd… que o Mapingua Nerd promoveu?“ Respondi, meio sem graça. “Isso! Sua camisa… você é um mapingua, né!?” Retrucou a menina, um tanto entusiasmada.“Sou, sim.” Respondi desconcertado. É, meu povo e minha póva. Ainda não estou acostumado com essas coisas. E então conversei com o casalzinho. Um menino e uma menina. Chuto entre doze e treze anos a idade dos dois. “Olha, foi na quarta…começou às sete da noite e terminou lá pelas dez.” Respondi já à vontade.“Poxa! Eu me confundi… da próxima vez vou olhar direito” Disse a menina decepcionada. Acabei não perguntando o nome dos dois. Sejam lá quem sejam vocês, amiguinhos. Fica aqui o registro da boa conversa e do abraço forte que envio a vocês em nome do Mapingua Nerd.

E então, mais games. Os vídeo games. Os PCs. Amazon Print com sua arena de PCs turbinados e os games que fazem a alegria da galera do Master Race. A Gracon também marcando presença com sua arena. E o pessoal da Tucupi Web Radio. Enquanto me direcionava ao meio do salão para ver os games e as pessoas a jogar (e quem sabe jogar um pouquinho) topei com ele… o melhor defensor da Mesa do Death Battle do Dia da Toalha da Saraiva! O ilustre defensor de…Pokémon! “Cara, tu estais aqui… quero te cumprimentar mais uma vez pela sua excelente performance lá na Saraiva!” Disse eu em sinceridade. “Rapaz, eu falei somente as verdades sobre Pokémon. Peguei os pontos fortes do que é a série. Obviamente que falar do anime não ia funcionar muito bem… pois afinal, o que é Pokémon se não a força que a franquia tem no mundo dos games?! Com frequência costumo conversar com todo tipo de gente… desde gente séria até os fanboys. E uma coisa eu digo… falar que algo é melhor só porque você gosta… não é o argumento mais inteligente em uma death battle.” Sábias palavras as do Pokémon defender. Só faltou o loki Fofão defender para abrilhantar o momento “recordar é viver” da minha visita ao Player Games Festival.

Comecei a observar as pessoas e o que estavam jogando. Alguns gatos pingados jogando Uncharted: The Nathan Drake Collection no PS4. Os Xbox One…eram como algo que ninguém sabia o que é (e aparentemente todos tinham medo). Curiosamente ninguém se aproximava deles. Agora, onde havia os Wii U… pessoas se abarrotando para jogar…Super Smash Bros Brawl. E desde crianças até adultos. Homens… mulheres. Achei aquilo lindo. A Big N como sempre sendo ela mesma. Agregando todos democraticamente. Achei lindo.

Resolvi então sentar na ala do semi-abandonado PS4. Muita gente disputando uma jogatina em Super Smash Bros. Uns garotos tinham acabado de começar um survival em Street Fighter V! Ah, claro que eu fui lá para umas jogatinas. E ali o tempo passou. E passou. Enquanto jogávamos, conversamos sobre o game…e inusitadamente…sobre a franquia Final Fantasy. Um deles era profundo conhecedor da série principal. Conversamos sobre enredos, personagens, builds… side quests… nossos games preferidos da série. E pessoas começaram a se reunir ao nosso redor. Fui convidado pela organização a participar do torneio. “Se eu fosse você, se inscrevia no torneio. Começa amanhã e vai até domingo.” Disse um dos organizadores. “Quem sabe.” Eu respondi. Mal ele sabia que era a primeira vez que estava jogando o game. Não tive ainda coragem de comprar um. Pagar mais de duzentos temers em SF V, com conteúdo ainda todo recortado pela Capcom (a ser lançado ao longo de sabe lá quanto tempo via DLC pago) não faz muito a minha cabeça. Dinheiro não nasce em árvore, certo?!

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Um rapaz, que estava sentado ao meu lado… puxava assunto comigo enquanto eu lançava hadoukens e shoryukens com o Ken. Perguntou se eu jogava online PS4… quais os games que eu tinha do console… quais consoles eu tinha. E lá fui eu contar um pouco da minha história de colecionador. “Poxa, cara…qual é teu id da PSN, tu és do Mapingua Nerd…vou te adicionar aqui. Eu tenho o app da PSN.“ Disse ele, animado. “Add, aí: ancientskyclad.” Automaticamente a solicitação de amizade chegou no meu celular. Afinal, todo bom gamer dono de PS3/PS4/Vita tem que ter o app PlayStation no seu Android. Já tenho mais um amigo para jogar online The Last of Us Remastered e Bloodbourne (mas esse só quando eu terminar o Dark Souls no PS3…mas estou quase lá!).

“Oi, você que é do Mapingua Nerd. Queremos entrevistar você.” Era a menina que me deu a credencial do evento. Mila. Da Geek One. Estavam lá, elétricos juntos com o pessoal da Tucupi Web Radio… cobrindo o evento com streaming e a coisa toda transmitindo no Youtube ao vivo os parangolês. Me apresentei e fomos lá. Muito animado o papo! Conversei com a Taís e o P.J. Falamos de tudo um pouco. Do Mapingua Nerd (claro). Da minha paixão por games, séries, filmes…HQs, e sobre a melhor rede social do futuro: VKontakte. Mila e Taís são da Geek one… programa que está na grade da Tucupi Web Radio das cinco da tarde às sete da noite às sextas-feiras. Nos despedimos e trocamos whatsapp. Possíveis parcerias feelings. Muito animados o pessoal da Tucupi e da Geek One. Fica aqui o registro do abraço pela agradável conversa.

A essa hora já eram perto das cinco e trinta da tarde. E a fome chegou. Me dirigi então à food square. Mas não sem antes jogar um pouco do novo projeto da Tree of Dreams: Neon Hero Defense. E tive medo. Daqueles fantasminhas insanos que insistiam em tentar invadir uma espécie de “void” o qual eu deveria proteger… os dedos já doíam. Street Fighter V levou muito da minha força.

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Lá fora, um dos organizadores do evento meu abordou. “Ei, tu és do Mapinguanerd. E o resto dos meninos. Onde estão?! Eles vem?” Sorri e disse que hoje era o meu dia. Sábado e domingo apareceriam outros mapinguas. Um dos maiorais da Tree of Dreams me cumprimentou. Conversamos um pouco sobre a mesa redonda que haveria sobre games indie no sábado. Ele me disse que seria o mediador do debate. “Tomara que não dê confusão, pois como você mediará possíveis conflitos?!” Disse a ele em tom de brincadeira. “Com meu machado!” O barbudo respondeu. Rimos alto juntos. E lá fui eu comer sanduíches gourmet.

“Jorge?! Lembra de mim?” Olhei o rapaz que me chamou pelo meu segundo nome.“Desculpa, não lembro.” Respondi intrigado. “O Júnior, irmão do Fabiano!” Ele respondeu. Continuei fitando ele tentando buscar na memória a lembrança que me tiraria daquele embaraço. “Ah… o irmão do Torpedo!” Finalmente disse aliviado.“Isso! Eu tô aqui com o meu food truck. O Motor Burger Food”. E lá fui eu com meu amigo que nem lembrava mais da existência dado a mudança de aparência que os anos promoveram no não-tão jovem mancebo. Pedi dois sanduiches: um de picanha e um de fraldinha. Para viagem. Afinal estava ali para trabalhar.

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Enquanto estava conversando com o Júnior sobre o nosso glorioso passado no Conjunto Petros acabei observando um rapaz sentado comendo um cachorro quente. “Ei, você! Ainda quero falar contigo!” Falei sorrindo, e voz alta. “Opa! Vamos sim”! Era o Jorge, da Saúva Games. Sonhador indie (como todo produtor independente de games). Falou um pouco da sua trajetória no negócio. Lembram daqueles dois arcades do início do post? Pois sim, são frutos do esforço do Jorge (e sua esposa Larissa e seu sócio Rafael). O cara teve a inusitada ideia de criar games para uso em arcades com a proposta de aluguel para eventos. Vários projetos em andamento. E muita disposição para transformá-los em realidade. Toda sorte para o simpático Jorge (xará) e sua equipe.

À essa altura já eram mais de seis da noite. E meu celular toca. “Antonio, cadê você?! Estou te esperando. Combinamos às seis e já são quase sete da noite.” Era ela. A patroa. “Tudo bem. Já estou saindo. Já fiz o que tinha que fazer por aqui.” Só que não. Pois saí do evento (já praticamente lotado) e não consegui saber o que diabos é startup. Pedi para o Júnior embalar os sanduiches para viagem.

E comemos eu a patroa. Já em casa.

Enfim, câmbio desligo, leprechais.

PS: Que bom que não precisei usar meu 3DS. Afinal me diverti bastante com tudo o que aconteceu no Player Games Festival.

PS 2: A confecção dessa matéria foi ao som da Tucupi Web Radio. E tem aplicativo na Play Store e Apple Store pra ouvir a programação da web radio. Já estou pronto para ouvir a Geek One na sexta… às 19 horas.


Sobre o Autor

perdeu as contas de quantos mantras realizou para zerar aos onze anos Faxanadu. Suas habilidades crescentes já na infância o levaram a fazer uso da Master Sword todas as vezes em que houve necessidade (desde a Criação até a Era o Caos e da Prosperidade). Atualmente anda às voltas com os reinos de Boletaria, Lordan e Drangleic porém nunca esquecendo que deve estar de pé às seis para levar luz àqueles que necessitam. Gosta de caqui, sustos, games, comida-que-mata, poesia, pringles, fantasia-fantástica, pôr-do-sol... e Pepsi! Não necessariamente nessa ordem.

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