HQ amazonense faz sucesso na Amazon França

Publicado em 25 de agosto de 2016 | Por David Dornelles | Artes, Entrevistas, Manaus, Notícias, Quadrinhos

Alice in Badland é uma história em quadrinhos independente baseada nas obras de Lewis Carroll. Com roteiro de Alice Viana e arte de Tamie Gadelha, que se conheceram no curso de Artes visuais na Universidade Federal do Amazonas, a obra atualmente é vendida como E-book na Amazon.com e — em singelos 15 dias no site — alcançou o primeiro lugar nos quadrinhos de fantasia da Amazon França. Mérito que também se deve ao trabalho de tradução feito por Fabiano Albuquerque.

Entrevistamos o desenhista amazonense, Tamie, que nos contou um pouco mais sobre seu trabalho.


Como surgiu a ideia de fazer a história em quadrinhos?

Tamie: Havia esboçado apenas uma página baseado no cosplay que eu e uma amiga fizemos. Ela de Alice e eu de Coelho Branco. Ficou interessante a partir daí começamos a bolar o roteiro aproveitando a gama de material que pode ser tirado da obra original.

Qual a maior dificuldade ao trabalhar neste projeto?

Como maior dificuldade talvez seja… sei lá, quase tudo. Quadrinho não dá dinheiro, então pra sustentar o “vício” preciso trabalhar em outras coisas pra seguir com o sonho e isso muitas vezes acaba por atrasar o processo, ou seja, deixo de produzir o material pra conseguir dinheiro pra produzir o material. Isso acaba deixando o processo lento. Outra dificuldade é fazer o público aceitar um tema já tão cansado e também é difícil gerar um público pra isso. Todo ano temos coisas novas de Alice no País das Maravilhas. Umas boas, outras ruins e outras ruins disfarçadas de coisa boa. E aqui fica que a maior dificuldade; fazer algo interessante de um cliché.

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O que os levou a fazer eventos com cosplay e encenação?

Não é bem Cosplay. É teatro. Interpretávamos os personagens. A ideia veio do cosplay como havia dito antes, mas então resolvi agregar vários temas da arte. Quando criança sempre imaginei ver meus heróis favoritos em carne e osso, Dá mais valor à obra e aproxima ainda mais o público. O visual exótico dos personagens causa mais impacto quando trazido à realidade.

Você gosta da relação que você tem com o público?

É impossível não gostar da relação com o público. Basicamente faço esse trabalho pra eles e o retorno na maioria das vezes é positivo. Elogiam a abordagem do tema, os personagens a arte. Se surpreendem com a novidade desse “mais do mesmo”. Se surpreendem e gostam.

O que mais te surpreendeu nestes anos produzindo Alice in Badland?

As surpresas são boas e também tem as ruins. E foram várias. A mais legal foi a legião de fãs (pequena, mas que gostam do trabalho) que sempre incentivam, e ficam esperando a próxima surpresa. Além disso é o interesse de quem conhece o tema, mas sempre se surpreende com a proposta que apresento. E me surpreende também as ideias novas que sempre tenho ao fazer essas páginas. Nunca pensei chegar tão longe.

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Quais as novidades o público pode esperar?

Novidades tem várias… acho que a maior novidade seria o lançamento dos próximos capítulos que eu não consegui manter periódicos por várias questões que um dia explicarei. Uma das problemáticas é o que citei na segunda questão. Agora em 2016 entrei num hiato por estar mudando de cidade, mas garanto que vão se surpreender bastante na entrada de 2017.


A HQ foi exposta na FIQ 2015 e você pode conferir mais do trabalho de Tamie e Alice na fanpage deles.

Sobre o Autor

sabe onde está depositada sua esperança. Crê que no dia do horror, na noite homicida, com os corações cheios de força nossas almas se acendem. Quando tudo parecer perdido na guerra da luz olha para as estrelas, para o brilho da esperança que reluz.

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