The Keeper: side scroller de estúdio amazonense no Steam Greenlight

Publicado em 11 de novembro de 2016 | Por Bruno Graça | Entretenimento, Games, Manaus

No meio de uma floresta pacata, em terras ermas, existem grandes e perigosos segredos. De manhã, reina a paz, porém a noite, ossos, podridão e trevas procuram o sangue dos incautos. O novo jogo side scroller produzido pelo estúdio amazonense Ludic Game Studio, reunirá elementos de sobrevivência, ação e mistério. Trata-se do The Keeper.   

No jogo The Keeper, o jogador entrará na vida misteriosa de um velho fazendeiro que defende uma antiga torre de hordas de criaturas enviadas por um inimigo chamado Devorador de Pecados, interessado na torre. “Essa não é uma torre comum e possui muitos segredos que o próprio guardião desconhece, mas quais são esses segredos? Que poder ela possui? E quais são as motivações do guardião para continuar a lutar e proteger essa misteriosa torre?”, instigou o animador do estúdio Ludic Game Studio, Joel Hamon.

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Sobre o jogo

Apesar do jogo começar o desenvolvimento só em fevereiro de 2016, o conceito dele já estava sendo trabalhado desde 2015, a história, inclusive, partiu de um fato real que aconteceu com o Joel Hamon. “Existe um guardinha que vigia um prédio residencial abandonado perto da minha casa e eu achei interessante a ideia de ‘vigiar algo que já é abandonado’, logo levei para desenvolvemos uma história baseada nisso”, disse.

A partir disso eles começaram a fazer aos poucos o projeto, com “algumas artes conceituais e desenvolvendo o ambiente, os personagens e a jogabilidade”

Passagem de tempo

O jogo possuirá passagem de tempo onde durante o dia o guardião deverá pegar mantimentos ou explorar os arredores da torre e durante  a noite acontecerão os combates com as hordas. “As passagens de tempo estamos querendo deixar bem realista, por isso a mudança é bem sútil como dá para ver no trailer do youtube, mas ainda estamos prototipando essa parte e preferimos não revelar muito as experiências que essa alternação irá proporcionar para não estragar a surpresa”, contou.

Durante o dia

Como parte survival game, o personagem possuirá vários status negativos (fome, ferido, doente, envenenado) e durante o dia é o melhor horário para se preparar contra tudo isso. Prepare-se para caçar, pescar, cortar árvores e muito mais. “Você pode coletar itens para construir equipamentos como flechas, lanças, arco, vara de pesca, machadinhas, além de também coletar frutas e plantar armadilhas para não morrer de fome”, falou. “Pode coletar ervas especiais para fazer curativos nas feridas adquiridas nos combates”, completou.

De acordo com o Joel Hamon, o estúdio procurou dar um tom mais realista para a parte survival. “Não queríamos um crafting muito sistemático, como o do jogo Minecraft, mas algo mais pé no chão como de ‘This War of Mine’”, revelou.

Durante as trevas

The Keeper possui batalhas de bosses e um sistema de combate focado em combos, finalizações, defesa e contra-ataques, inspirado na mecânica do jogo “Shadow of Mordor”. “Este jogo foi um grande referencial para o combate do The Keeper, pegamos tanto o sistema de combos como os slow motions e zooms como referência”, revelou. 

De acordo com Joel Hamon, os combos em The Keeper funcionarão como em “Shadow of Mordor”, se desferindo vários golpes consecutivos sem levar dano, é possível fazer uma finalização. “O sistema de combo está disponível desde o início, mas depois de determinados pontos no jogo, o guardião adquire certos poderes que facilitam as finalizações ou auxiliam o guardião no combate de alguma forma”, falou.

Dificuldade justa

Apesar de ser um jogo de sobrevivência e ação, The Keeper não possuirá uma dificuldade grande como nos antigos jogos do Nintendinho, prometendo ser bem balanceado. “Não queremos fazer com esse tipo de dificuldade, ele terá uma jogabilidade bem atual, mas não necessariamente será um jogo fácil, estamos nos esforçando para fazer uma boa curva de dificuldade para o jogo, fazendo uma ‘dificuldade justa’”, afirmou.

Parte artística

O jogo possui referência na parte artística de jogos pixel art mais atuais, por não querer passar uma imagem retrô ao jogo. “Vemos o pixel art como um estilo atemporal e não como sinônimo de nostalgia, sendo assim, nos inspiramos muito em jogos como: Children of Morta, Super Time Force, Hyper Light Drifter, Superbrothers: Sword & Sworcery EP, Risk of Rain”, explicou.

Menção honrosa

O jogo participou este ano do Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames 2016) em São Paulo e recebeu uma menção honrosa. “Enviamos ele ainda em desenvolvimento numa fase bem inicial, por isso imagino que não conseguimos ser finalistas, mas recebemos ‘menção honrosa’ na categoria ‘Melhor Narrativa’”, explicou Joel Hamon. “Pelo menos recebemos esse retorno, que nosso jogo está com uma boa narrativa, pois esse é nosso foco e é bom saber que estamos conseguindo passar isso”, completou.

Steam Greenlight

The Keeper entrou na plataforma Steam Greenlight, onde desenvolvedores enviam materiais ou vídeos do jogo para comunidade votar no que gostaria de jogar, se for aprovado, entra no ar na loja online da Steam. 

O jogo foi aprovado seis dias após o Ludic Game Studio cadastrar o The Keeper na plataforma. “Estávamos com um bom material para divulgação então decidimos lançar logo no Steam Greenlight, até porque nos ajudaria a aumentar a fanbase e fomos aprovados”, revelou.

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Apoio do público 

Joel Hamon conta que o apoio do público é muito importante para o desenvolvimento do jogo, “seja acompanhando a evolução do jogo pelas redes sociais (facebook e twiter) ou ajudando com feedback e dicas”.

O jogo The Keeper ainda não possui previsão para lançamento, mas será disponível para PC, Mac e Linux, nos idiomas português, inglês, espanhol, francês e russo

Sobre o estúdio

A Ludic Game Studio é composta por três amigos de infância: Artur Ataíde (Artista), Luiz Gama (Game Designer) e Joel Hamon (PR, animador/modelador 3D). “Desde pequenos queríamos fazer um jogo de vídeo game, mas conforme fomos crescendo, deixamos isso de lá”, contou.

Joel conta que seu amigo de faculdade, Luiz, conheceu o laboratório de jogos da UEA, fundada pelo Mestre Jucimar Jr e recrutou o outro amigo, Artur, para participar. “Após muito ensinamento, treinamento e experiências adquiridas, os dois saíram de lá para formar comigo nosso próprio estúdio de jogos, o Ludic”, revelou.

Em dezembro de 2015, a Ludic lançou seu primeiro jogo, Dont Ask Me To Stop Being A Pig, para o evento Game Jam Ludum Dare 34.

Atualmente, o estúdio se encontra na sala da casa do Joel onde são desenvolvidos os jogos.

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Sobre o Autor

é um jornalista, assessor e pau pra toda obra. Adora séries de investigações criminais e o canal Investigação Discovery. Curte: mangás, jogos em geral, Doctor Who, RPG, dinheiro, contar mentiras absurdas (?) e testar a paciência das pessoas. Revés: bipolar.

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