Games para jogar no Dia dos Namorados | Memórias de um Old Gamer

Publicado em 12 de junho de 2017 | Por Antonio II | Colunas, Games, Memórias de um Old Gamer, RPG

Olá leprechais, tudo bom com vocês? Espero que sim! Olha aí a coluna  Memórias de um Old Gamer atacando de novo! Sim, e sabe por que? A vontade! Ah, como ela é terrivelmente ditadora! Bate na gente e não tem jeito! Temos que escrever, certo?

Então, estão preparados para o Dia dos Namorados? Já compraram as rosas, cartões? E a caligrafia está em dia? Mas nerd que é nerd tem que jogar vídeo game também nessa data tão especial para celebrar o Amor… e se você tem ou não um crush… não importa! Os games do capítulo de hoje são tão apaixonantes que dá pra celebrar a data em solitude, e ainda assim, apaixonado!

Novembro de 1992. Eu tinha treze anos e sempre ia na casa de um vizinho que morava na rua de casa de tarde jogar Super NES. A sensação do momento? O recém lançado Super Mario Kart. O game de corrida dos personagens icônicos do universo de Super Mario Bros produzido pelo lendário Shigeru Miyamoto. Mario e sua turma estavam lá, junto a itens, circuitos, e o mais bacana… o modo de dois jogadores. A tela dividia e salve-se quem puder. A jogabilidade arcade, os gráficos coloridos e o uso do chip mode 7 com seus efeitos de zoom e rotação entortaram nosso juízo transformando os adolescentes de nosso condomínio em fãs de uma nova franquia que nos domina até hoje!

A boa e velha tela dividida não envelhece jamais!

Com frequência eu estava na casa desse meu amiguinho disputando partidas malucas entre ele, seu irmão mais novo e sua irmã mais velha, que por algum motivo conversava com o menino nerd que só pensava em vídeo games, música, quadrinhos e filmes. O resto? Está na lembrança das memórias vividas naquele ano de 1992. Mas Super Mario Kart prevaleceu e todos nós ainda estamos jogando esse game que esquenta nossos dedos e corações! Com seus modos desafiadores Match Race (onde você joga contra seu amigo em circuitos, e que vença o mais rápido em cinco voltas!) e o Battle Mode (muitas risadas em disputas de arena, onde o vencedor é aquele que estoura os três balões atados ao kart do adversário…), Super Mario Kart ainda é uma excelente diversão para ser jogado entre amigos e paqueras!


Quando ouvi falar do game Catherine, fiquei com as orelhas em pé. Afinal, curto muito o trabalho da Atlus por conta da franquia de JRPG Shin Megami Tensei. Em 2011 meu PlayStation 3 fervia no game Demon’s Souls, mas eu estava já com mais de seiscentas horas de gameplay e queria experimentar coisas novas. Foi então que Catherine chegou na Xbox Live e eu comprei a versão digital para Xbox 360 (sim, eu não consegui esperar para encontrar a versão física do game). E fui desbravar o mundo esotérico da mente do protagonista Vincent.

Ciúmes, você?

O enredo adulto de Catherine chama atenção. O gameplay se passa na maior parte do tempo nos sonhos de Vincent, o solteirão farrista de 32 anos que namora com Katherine, a mulher centrada e inteligente. A vida de Vincent se vê de pernas para o ar quando ele conhece a femme fatalle Catherine, e seus sonhos, que já eram conturbados, passam a piorar cada vez mais. O motivo? Compromisso. Katherine, como moça séria, começa a pressionar Vincent a respeito de casamento. Isso muda a perspectiva do rapaz frente à sua relação, levando-o cada vez mais a ser confrontado – com a ajuda da misteriosa Catherine – às suas debilidades de caráter.

Catherine é cheio de simbolismos interessantes (nos sonhos de Vincent ele se vê num mundo bizarro apenas habitado por homens com aparência de ovelhas!) e puzzles que te levam a constantes mudanças do plot. O game possui oito finais diferentes! É um game para refletir sobre como você conduz seus relacionamentos. Quando mais eu jogava, mais lembrava de situações esquisitas que passei nessa minha vidinha com uma guria que, tal qual a Catherine, tentava me enrolar no auge da minha inocência dos catorze anos. De cartas anônimas entregues no ônibus até reviravoltas de confissões de amigos… ah! Os anos loucos da juventude! Será que todos nós já encontramos uma Catherine por aí?


Não poderia encerrar isso aqui sem citar The Legend of Zelda: Skyward Sword. Pois o game de 2011 para o lendário Wii é o início de tudo. Nele estão contidas as origens da Lenda de Zelda, a menina do reino celeste (chamado de SkyLoft) que se transforma na princesa mística do reino terreno de Hyrule! A ousadia do produtor Shigeru Miyamoto em transformar as mecânicas de exploração da franquia em setores dividiu os fãs na época, e até hoje o game é considerado polêmico para os adoradores da franquia. Mas eu, que adoro histórias, curti muito as insinuações entre Link e Zelda e todo o amor inocente de um pelo outro! É de rir e ir às lágrimas em diversos momentos da narrativa em meio aos cenários coloridos que abusam de cel-shading.

Toque harpa para mim, meu amor…

Como em qualquer game da franquia, terminar The Legend of Zelda: Skyward Sword me deixou uma grande sensação de vazio por um tempo. Porque eu sempre torci por Link e Zelda. E sempre que a história do Herói de Hyrule é recontada a cada reencarnação em diferentes espaços e tempos, a fagulha do amor inocente é reascendida em mim e em todos os que realmente compreendem as mensagens eternas de amor, companheirismo, sacrifício e coragem contidas nas aventuras de Link e sua amada princesa Zelda.


Joguem. E amem.

 

Até mais, leprechais.


Sobre o Autor

perdeu as contas de quantos mantras realizou para zerar aos onze anos Faxanadu. Suas habilidades crescentes já na infância o levaram a fazer uso da Master Sword todas as vezes em que houve necessidade (desde a Criação até a Era o Caos e da Prosperidade). Atualmente anda às voltas com os reinos de Boletaria, Lordan e Drangleic porém nunca esquecendo que deve estar de pé às seis para levar luz àqueles que necessitam. Gosta de caqui, sustos, games, comida-que-mata, poesia, pringles, fantasia-fantástica, pôr-do-sol… e Pepsi!

Não necessariamente nessa ordem.

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