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Entrevista com Pedro Gabriel o ‘Eu me chamo Antônio’

Publicado em 2 de novembro de 2016 | Por Ayrton de Oliveira | Entrevistas

Famoso por fazer suas poesias em guardanapos e por assim guardá-las, Pedro Gabriel (ou Eu me chamo Antônio, se preferir) é um artista de mão cheia. Pedro escreve sobre amor e saudades, sempre com uma pitada de trocadilhos, brinca com as palavras e assim faz sua poesia. Junto de Clarice Freire, Pedro Gabriel esteve em Manaus para realizar a Primeira Turnê Poética, lançando o seu mais novo livro “Ilustre Poesia”.

Publicitário, Pedro Gabriel trabalhava para um site de compras coletivas, ao passar seus dias andando de ônibus, anotava todos pensamentos em um bloco de papel. Em um dia, enquanto bebia um chopp, viu que tinha esquecido o seu bloco de anotações e então escreveu os pensamentos em um guardanapo. Ao perceber que anotações em guardanapos poderiam ter um significado maior, Pedro passa a escrever todos os seus pensamentos nesse formato e os guarda em uma caixa que já contém mais de 2.000 guardanapos.

Pedro nasceu em outro país, onde não aprendeu o português de início, e é por isso que acha que deve gostar tanto da língua portuguesa, foi a língua materna que nunca teve.

Fotos retiradas da fanpage Eu me chamo Antônio.

O personagem Antônio 

“O Antônio surgiu em um balcão de um bar do Rio de Janeiro no final de 2012. Eu lembro que estava voltando do trabalho e peguei uma pilha de guardanapos no Café Lamas pra escrever e comecei a gostar de me manifestar nessa plataforma. Basicamente, esse personagem sou eu com um pouquinho de coragem pra falar das coisas que eu falo. São sentimentos como liberdade, amor e saudade.”

Existe Pedro Gabriel, e existe o Antônio 

“Eu tenho uma coluna no site da Intrínseca que eu assino como Pedro, e eu consigo diferenciar. Eu sei que no universo do “Eu me chamo Antônio” eu tenho uma linguagem específica pra esse personagem.”

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Escrever tem de ser um processo egoísta 

“Eu sempre escrevo, como até falei hoje, escrever tem que ser sempre um processo mais egoísta. Eu tenho de colocar no papel aquilo que eu acredito. Eu não posso pensar se isso vai ter muitos likes, muitos seguidores ou muitas curtidas. 

Tudo que eu crio nos guardanapos, eu sou meu primeiro leitor e meu primeiro crítico. Eu não procurei na internet alguma frase que eu pensaria ‘isso teria mais compartilhamentos que essa outra’, isso eu nunca faria. Eu sempre coloco aquilo que eu acredito e tem sido assim desde 2012.

Tem muitas coisas que eu tenho engavetadas, geralmente quando eu escrevo no guardanapo, eu já coloco na internet, mas tem muita coisa que eu ainda não mostrei pra ninguém e que talvez alguma hora vire alguma coisa.”

– As imagens foram cortesia da Andressa Barroso.

Sobre o Autor

"Ele é um deus, ele é um homem, ele é um fantasma, ele é um guru." Apaixonado por filmes, costumo ser o Batman nas horas vagas e San Junipero até às 00:00. Sou fascinado por Doctor Who, e queria ter uma caixa azul maior por dentro. Fora isso, já falei que amo filmes?

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