Colecionador manauara tem mais de 690 games

Publicado em 7 de março de 2016 | Por Juçara Menezes | Entrevistas, Games

Existe uma inveja generalizada quando se pensa em Deley Sobral, sério. Na primeira vez que soube do cara, ele tinha uma coleção de 174 jogos de X-BOX, o que já era o suficiente para começarmos a chorar. Conseguimos falar com o gamer e o susto foi maior ainda. Leia, confira e não corte os pulsos, por favor.

MN: Vi no seu facebook que você teria 174 jogos de Xbox. Nessa época, tive a impressão de que a foto seria para um concurso ou algo assim. Errei?

DS: É que rolou uma “brincadeira” para o lançamento da #eunoinside (do programa Inside Xbox, um dos canais de divulgação da marca). Pediram aos inscritos para mandar uma foto com a coleção de Xbox. Na época, eu tinha (entre jogos de Xbox, Xbox 360 e Xbox one) 221 jogos. Hoje a coleção já aumentou um pouco, continuo com os 17 de Xbox, mas a de Xbox 360 subiu pra 195 e a de Xbox One subiu pra 48, dá um total de 260 games.

Mas sou um gamer mais “eclético”, no geral tenho 670 jogos. Entre consoles das 3 gigantes dos games (Nintendo, Microsoft e Sony). Tenho uns 20 a 25 jogos de MXS completos, mas como não tenho certeza, vou deixar eles fora da contagem “oficial”.

Tenho muitos jogos digitais também, mas não contabilizo, porque (como uns amigos dizem) “jogos digitais não enchem estante”. Rsrsrsrsrs

MN: Calma lá. Atualiza pra gente: quantos jogos você tem hoje, dentre Xbox, PS4, etc?

DS: Dentre as plataformas que tenho hoje os 670 jogos de dividem assim: NES – 1 / Nintendo 64 – 22 / Nintendo Wii – 47 / Nintendo Wiiu – 23 / Nintendo GameCube – 110 / Xbox – 17 / Xbox 360 – 195 / Xbox one – 48 / PlayStation – 21 / PlayStation 2 – 9 / PlayStation 3 – 16 / PlayStation 4 – 1 / Psp – 5 / Ps vita – 18 / Nintendo 3DS – 40 / Nintendo ds – 68 / Gameboy – 4 / Gameboy advanced – 23 / PC – 4

Recontando Xbox 360, faltou 3 edições limitadas… Total 198.

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MN: Estava me perguntando se em algum momento você iria parar…

DS: Toda vez que conto, o número é sempre um pouco maior. Às vezes algum amigo que vai se desfazer de algum jogo, me doa. Eles sabem que eu não tenho fins lucrativos e por isso sempre estou ganhando esses presentes.

MN: Desses lançamentos previstos para 2016, qual o mais esperado? E por que?

DS: Esse ano promete muito. Vai ser um ano excelente pra Sony e seu Playstation 4. Consoles Sony são sempre minha última aquisição, acho que por ela ter “destronado” a Nintendo , na era 32 bits, eu seja meio magoado com ela. Mas esse ano sai Uncharted 4 e esse jogo por si só vale o investimento no console.

MN: Falando em investimento… Quais os indispensáveis?

DS: O ‘ruim’ de ter todas as plataformas é que a lista de jogos indispensáveis cresce a cada semana. Com as plataformas “maduras”, muitos games merecem atenção. A Nintendo têm pra esse ano dois jogos excelentes que todo fã está esperando: Zelda WiiU e Star fox Zero são inquestionáveis em qualidade; a Microsoft também tem investido pesado com Quantum breake e Gears 4; a Sony por sua vez vai finalmente levar meu dinheiro devido o Uncharted 4.

Como se não bastasse, ainda tenho interesse em vários jogos multiplataformas como: Overwatch, Dark Souls 3, Street fighter 5, Final Fantasy XV, Doom, Tekken 7, Pokken…. Nossa, é jogo que não acaba.

Ainda tem aquela “surpresa” né? Há fortes rumores que o Nintendo Nx saia até final do ano.

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MN: Em relação ao ano passado, muitos games foram aguardados com bastante ansiedade, como o Batman Arkan Knight. Eles cumpriram o prometido?

DS: O ano de 2015 foi um ano de “redenção” pra mim. Voltei a jogar com “fervor” mesmo. Foi um ano de retorno de grandes franquias, que foram muito bem transportadas para a nova geração. Gostei muito do Mortal Kombat X, tive o privilégio de poder jogar Metal Gear 5, que se tratando de gameplay é sem igual. Voltei a vestir mais um vez a MJOLNIR. Desbravei tumbas sinistras, maas a surpresa do ano, pra mim, foi Witcher 3. Jogo fantástico, excepcional, cativante, formidável. Minha falta de conhecimento sobre a franquia foi motivo de vergonha depois de jogar um game tão bom. É mano, 2015 vai ficar bem marcado na memória.

Foi um ano difícil. Com a crise atacando, ficou mais complicado comprar jogos, mas ainda bem que os que comprei valeram muitoooo a pena.

MN: Voltando mais ainda no tempo: quais jogos clássicos você tem? Fala aí pra gente morrer de inveja.

DS: Tenho alguns, não todos que eu quero, apenas aqueles que me marcaram muito. Tento ter aqueles que tive na época que os joguei. Também tenho uma “meta” de ter apenas jogos “bem apresentáveis”, não compro jogo quebrado, rasgado, pirata. Só com esse tipo de filtro, já me limita muito a ter tais jogos. Mas sempre estou de olho nos fóruns e grupos “garimpando” jogos antigos. Alguns que me fazem sentir bem em ter seria o Metroid do Nes, Zelda Ocarina do Tempo. Esses jogos me marcaram muito. Metroid, por exemplo, eu considero como o primeiro grande jogo que eu zerei. Quem conhece a franquia sabe que é uma façanha “razoável” terminar com 100%, agora imagine fazer isso com 7 anos?

Zelda foi meu primeiro jogo que comprei com grana “própria”. Todo dia, a mamãe dava 2 reais pra merendar. Eu juntei todo dia até conseguir R$ 169 e fui comprar o jogo. Queria muito ter uma cópia do jogo completa (caixa e manual) mas é difícil de achar com um preço baixo. Hoje tenho apenas o cartucho do jogo, mas por hora estou satisfeito.

Um clássico que vale mencionar é o Conker Bad fur Day, esse jogo é muito desejado pelos colecionadores. Como é um jogo que “chutava o pau da barraca” no padrão Nintendo de fazer jogos, muitos fans correm atrás. Tenho ele completo e em excelente estado, uma joia mesmo.

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MN: Qual foi seu primeiro console? Lembra da sensação de ter jogado pela primeira vez? Como foi?

DS: Meu primeiro contato com games foi num Odissey. Meu pai tinha um jogo de matemática e todo dia a peia rolava solta pra não errar as contas que apareciam na tela. Ainda no Odissey, joguei muito Qbert. Nossa, que jogo divertido.

Mas logo meu pai apareceu com um Atari. Pac-Man, Pitfall e “Pega Ladrão” logo tomaram conta da casa.

Foi quando meu tio comprou o desejado NES. Caraca, aquilo ela incrível, pedia pra caramba um do papai e no máximo eu podia ir pra casa da vovó jogar com meu tio.

Meu tio acabou comprando um Bit System, clone nacional do Nes. Ele pegava colorido de boa (naquela época, as TVs eram PAL-n e o NES era ntsc por isso pegava preto e branco). Acabou que o papai finalmente comprou o NES do meu tio junto do game SkyShark, foi meu primeiro console, meu mesmo.

Foram muitos jogos memoráveis, Double Dragon, Mário Bros, Roller games, Battletoads, Rc Pro-Am, Battle foi Olimpus, Mega man…. Nossa, só coisa boa demais.

Praticamente participei de todas as gerações desde então, apenas consoles SEGA não tiveram grande participação na minha “formação” gamer.

Passei uma porrada de tempo jogando tudo em preto e branco, mas uma certa a vez meu pai viu um anúncio  no jornal tinha um anúncio de uma milagrosa transcodificação. Foi alegria em cores até a chegada do famigerado SNES.

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MN: Uma curiosidade nada a ver (e por favor não se ofenda): o seu nome é Deley mesmo? É que me lembra um lance de TV…

DS: Sem problemas. Entao, eh isso mesmo… Me chamo Deley Coelho Sobral. Já fui questionado várias vezes sobre a origem do nome. Dentre as possíveis ‘teorias’:

– Havia um jogador do Fluminese que o nome dele era Deley. Muitas pessoas perguntavam se meu pai torcia era torcedor do tricolor, mas ele gosta do Vasco da Gama.

– Que meu pai era apaixonado por Sonoplastia, já que delay eh um efeito de ‘atraso/distorção’ do som.

– No fundo, o ‘bulling’ com o nome so veio começar a poucos anos, depois que a internet se popularizou, muita gente teve acesso a informações e com isso tiveram acesso ao termo. Não me incomoda ser “zoado“ por isso. Sou bem mais veloz do que aparento. Rsrsrsrsrsr

Eu sé acho que é uma fusão de Dalva (Mamãe) com Sidney (Papai), logo de alguma forma saiu Deley. rsrsrsrsrsrsr

MN: Percorrendo toda a sua vida gamer, você conseguiria dizer quais os jogos mais marcantes e por que?

DS: Nossa, agora a coisa vai esquentar… Durante esses 30 anos de vida gamer, muitos jogos marcaram, com certeza cometerei alguma injustiça.

Ainda criança, no NES, eu zerei o meu primeiro jogo. Era um jogo ‘didático’ onde o objetivo era acertar o que a figura correspondia com o nome em inglês. Lembro que consegui chegar no ultimo nível e finalizei o jogo.

Outros foram os jogos da franquia Mega Man… Nossa, que jogo massa, a mecânica de um chefe ‘entregar’ um poder pra facilitar a luta com o outro era incrível.

Um jogo que me marcou como ‘gamer competitivo’ foi o Super Metroid (Nintendo, 1994)… Jogo perfeito em todos os aspectos. Eu consegui termina-lo em 1:21 com 100% dos itens. Lembro que na época nem a Super Game Power com seus detonados passou dos 98% nesse jogo. Meu tempo é muito próximo do recorde mundial de hoje em dia (100% sem glitchs).

Como comentei antes, Zelda Ocarine of Time (Nintendo, 1998) é um jogo que nunca esquecerei. Passei praticamente 3 meses com fome na escola juntando a grana pra quando fosse lançado eu pudesse comprá-lo. Foi um jogo que tive o prazer de fazer 100% com pouca consulta em revista de detonado, lembro que fui procurar apenas 2 Skulltulas (eram 100 escondidas no jogo todo) que não consegui achar na ‘garra’.

Ainda em 2000, no N64, foi onde comecei a ter um ‘nome’ gamer fixo. Foi num finalzinho de tarde de domingo que surgiu o ‘temido’ E7ERNO. Estava eu jogando Perfect Dark (Rare, 2000) e quando terminei o jogo uma frase no final caiu como uma luva no meu dilema. Até então eu ‘era’ o Deley 64, mas já estava preocupado, pois logo a geração ia acabar e quando comprasse um console novo ia ter que mudar de nick novamente.

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Quando a Rare lançou o Perfect Dark, ela queria algo pra poder ter direito, pois 007 GoldenEye (Rare, 1994) era apenas uma marca licenciada. Com isso a Rare tratou de criar uma Franquia pra ser sua, pra poder fazer o que quisesse, Foi assim que surgiu Perfect Dark. No final do jogo, após os créditos, surgiu uma frase ‘Perfect Dark is Forever’. Então, eu traduzi (com meu inglês porco) ‘Perfect Dark eh Eterno’. Dai eu tirei e pensei que como era jogar desde todo o sempre, seria também eternamente jogador… Pronto, nasceu o E7ERNO (O 7 é só um charminho).

Outro jogo que me trás fortes lembranças é o Assassins Creed (Ubisoft, 2007). Foi um jogo que joguei muito nas madrugas, pois minha mãe estava muito doente e eu sempre passava a noite em claro esperando ela acordar e precisar de ajuda. Lembro que ela reclamava dos barulhos que as espadas faziam durante as lutas… Foi o ultimo jogo que ela me viu zerar.

MN: nesse meio tempo, é claro que tem umas histórias curiosas…

DS: Um que me lembro muito é o Zelda Twligth Princess (Nintendo, 2006). Acordei cedo naquele domingo, por volta das 7:30, e fui direto jogar. Comecei a jornada e logo de cara vi que ia ser uma grande aventura. Passei muito desafios, resolvi muitos Puzzles… Nossa foi excelente… Lembro que quando fiquei com sede, fui a cozinha e já estava tudo escuro, sim ESCURO mesmo. Fui olhar no relógio pra ver que horas eram… Nossa, já eram 22:30… Foi a jogatina mais Punk que eu fiz com certeza. Cheguei bem perto de terminar o jogo, na segunda foi batata, já tinha zerado.

Outro jogo que me traz lembranças eh o Resident Evil (Capcom, 1996), como não tinha Playstation, esperei o vizinho ir dormir , por volta de 23:00, peguei o console dele emprestado e virei a noite jogando… Quando ele veio de manha pegar, por volta das 7:00, eu estava no heliporto lutando contra o Tyrant, sem memory card. Foi legal, ele queria zerar e não conseguia, acabou vendo o final junto comigo.

MN: Você tem algum site/blog onde escreve sobre sua vida nerd gamer?

DS: Já pensei sobre o assunto, mas me sinto inibido quanto a isso. Apesar de muita gente apreciar e te ajudar, sempre tem aquele povo que critica além da conta e não consigo me ver lindando com isso no momento. Tento expor minha coleção nos grupos do Face, Whats e similares. No geral eu sou bem critico e acho que minha coleção tem muito a crescer e melhorar.

Queria agradecer a oportunidade e dizer que admiro o trabalho que é feito pelos Mapinguas. Obrigado e espero ter sido interessante aos leitores também.

Qualquer dúvida ou dica podem procurar nas redes sociais: Facebook, Twitter  @E7ERNO360, Instagram e7erno

Se tiverem a coragem de me enfrentar, me add nas redes online:

Xbox Live : E7ERNO | PSN : Eterno_360 | Nintendo Wifi Conection : E7ERNO | Steam : e7erno_360 | Battlenet : E7ERNO #1614
MN: Muito obrigada e até a próxima!

(algum tempo depois…)

DS: Decidi contar os jogos de MS são 19, então 672+19 = 691. Quase 700 jogos. Vou ver se consigo mandar uma da minha coleção de pokemon. É uma das minhas favoritas também.

MN: Você tem uma coleção de jogos do Pokémon???

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DS: Tenho “mermo”Só que essas fotos estão desatualizadas, por isso não tinha mandado.

(mais um tempo se passa…)

DS: E antes de fecharmos essa matéria, eis que surge mais um game na coleçao…. #691:

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Sobre o Autor

da Casa Menezes, a primeira de seu nome, Protetora do Norte e dos Nerds Oprimidos. Jornalista, mãe, esposa. Desde criança tem uma paixão nada secreta pelo Cebolinha. É vice-presidente do Conselho Jedi Amazonas. Líder Suprema (presidente) do fã-clube Lado Rio Negro. Com um amor incondicional de Darth Vader, sempre carrega um par de meias sujas na mochila para libertar elfos domésticos.

Comentários

  • Roco

    Me sinto um retrógrado lendo uma entrevista, mas foi legal.
    Acho que faltou alguém revisar o texto pois tem pequenos erros de digitação.
    Admiro o trabalho de vocês. Abraços.

  • pocht

    haaha conheci ele no fórum N-Planet uns 10 anos atrás e depois nos encontramos nos antigos torneios de games da ufam…

    • Deley Sobral

      Ai tu virou medico, começou a salvar vidas ne…. E ai irmão, tudo certinho?