Eu sou um grande fã de Daft Punk, sim amigos, sou fã dos dois robôs que tocam música eletrônica. Minha paixão pela banda vem de bem antes do estrondoso sucesso que a dupla fez com a música “Get Lucky”. Na verdade, vem de bem antes de muita coisa. Ainda criança, eu tive meu primeiro contato com a dupla através da música “One More Time”, a minha prima mais velha costumava assistir MTV e o clipe dessa música sempre passava. 

Com o passar dos anos eu vim descobrindo bem mais sobre o Daft Punk e cada vez mais fui ouvindo a banda. Conheci músicas como “Tehcnologic”, “Human After All”, “Da Funk” e “Around The World”, “Aerodynamic” e “Harder, Better, Faster, Stronger”, é claro, mas uma das maiores descobertas que eu fiz, foi quando eu descobri que aquele clipe de “One More Time”, que eu assistia quando criança, na verdade faz parte de um filme chamado “Interstella 5555”.

Alguns meses atrás eu decidi ouvir a discografia completa do Daft Punk e meu vício aumentou bastante. Ao fazer mais pesquisas, descobri que existem mais dois filmes em que a banda está envolvida: Electroma e Daft Punk Unchained. Foi aí que eu vi que os robôs Thomas e Guy-Manuel são bem mais que dois ótimos músicos.


Daft Punk Unchained

Esse foi o primeiro filme que envolve o Daft Punk que eu resolvi assistir, e acredito que foi a melhor escolha. O filme é um documentário que mostra a história da dupla, conta o início de tudo, primeiros anos de sucesso, a realização dos álbuns e por aí vai. Além da carreira de Thomas e Guy-Manuel, o filme também traz algumas informações sobre os princípios da dupla, por exemplo, descobrimos porque eles resolveram usar os capacetes.

O documentário é fantástico e traz informações detalhadas da carreira da banda, foi aí então que eu me apaixonei ainda mais pelo som dos caras.


Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem

Esse filme pode ser um desafio para quem não tem vontade ou paciência de ouvir as músicas do Daft Punk. Bem, o filme é uma animação que foi realizada por Thomas e Guy-Manuel em parceria com Leji Matsumoto. O longa é uma realização visual do álbum “Discovery”. O filme não contém nenhuma fala, apenas as músicas desse álbum e alguns efeitos sonoros podem ser ouvidos.

Eu sou suspeito para falar, pois o “Discovery” é o meu segundo álbum preferido da banda, mas o filme é excelente. O filme conta a história de uma banda intergalática que é sequestrada por um terráqueo e então são escravizados e hipnotizados para realizarem shows na terra, formando assim a banda “Crescendolls”.

O que mais surpreende no longa é como as cenas se encaixam com as músicas. Durante a música “One More Time” vemos como a banda intergalática é feliz realizando shows no seu planeta, durante a música “Digital Love” somos apresentados ao casal do filme de forma bem bonita, na música “Crescendolls” vemos todo o trabalho forçado que a banda está sofrendo, durante “Something About Us” temos uma triste despedida, em “Veridis Quo” conhecemos mais sobre a mitologia desse universo e em “Too Long” temos um belo final com um plot twist no fim do filme.

O filme é uma boa experiência para quem quer ouvir mais o som da banda e ainda ver uma puta animação foda.


Electroma

Eu deixei para assistir Electroma por último e acredito que essa foi a melhor decisão a se fazer, porque meu Deus, que filme triste.

O filme se passa na fase “Human After All” da banda, na qual eles passaram por uma mudança de visual em que os capacetes deixaram de ter LED. O capacete dourado de Guy-Manuel perdeu todos os seus LEDs coloridos e o capacete prata de Thomas deixou de exibir mensagens de LED no seu visor. Nesse momento, a banda passou apenas a usar jaquetas pretas de couro. 

No filme, os robôs possuem o visual de Thomas e Guy-Manuel, porém são interpretados por Peter Hurteau e Michael Reich. No longa, acompanhamos a história dos dois robôs, que moram em uma cidade cheia de robôs, que trabalham, se casam, geram filhos e vivem uma vida monótona. O filme também não possui diálogos e o seu significado depende muito da interpretação de cada um que o assiste.

A minha interpretação é a de que os robôs são tristes e já não encontram propósito para permanecerem vivos. Em uma cena linda e bizarra, os robôs são cobertos de uma massa que os deixa com aparência de humanos deformados, porém a maquiagem se derrete com o calor e a reação dos robôs é de partir o coração.


Tron Legacy

Ainda falando de cinema, os robôs Thomas e Guy-Manuel fazem uma aparição no filme “Tron Legacy”, os mesmos também foram responsáveis pela trilha sonora do longa.

Seja em um documentário, animação, filme sobre robôs niilistas ou em uma odisseia eletrônica, Thomas e Guy-Manuel são artistas da alma.


E pra quem sempre quis saber a identidade secreta da dupla, temos uma imagem exclusiva que revela essa curiosidade.