Conheça DreamKid, estúdio de games manauara com foco no público infantil

Publicado em 25 de dezembro de 2015 | Por Ayrton de Oliveira | Empreendedorismo, Entrevistas, Games, Manaus

A DreamKid é um estúdio local de desenvolvimento e disseminação de conteúdo digital educativo voltado, principalmente, para o público infantil. Foi fundada por quatro amigos, Luiz Marcelo Costa, Barbara Nicolau, Brena Cardoso e Crysthian Carvalho e, com apenas alguns meses na estrada, já produziu/está produzindo alguns projetos que se voltam para o entretenimento e auxilio no processo de aprendizado de crianças.

Mapingua Nerd fez uma entrevista com os membros, confere aí:


MN: Como surgiu a ideia do projeto?

DKS: Bom, a ideia do Kadi surgiu primeiro de uma situação que acreditamos que acontecem com quase todo mundo. Enquanto estávamos pensando em que tipo de jogo iriamos desenvolver, a Barbara estava contando que ela sempre vivia perdendo um lado da meia, ou outros objetos pequenos como canetas e borrachas, e não sabia onde iam parar esses objetos. Então surgiu a ideia de explicar esse tipo de acontecimento através de um monstrinho furtivo de outro mundo, que vinha para o nosso pegar esses objetos perdidos. Com essa premissa inicial nós trabalhamos para deixar o universo desse monstrinho (o qual chamamos de Kadi) mais detalhado e explicando melhor a razão que ele vem ao nosso mundo e a sua aventura para salvar toda a sua especie!

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MN: É difícil trabalhar com isso em Manaus?

DKS: Trabalhar com jogos é meio que um desafio aqui no Brasil em geral, ter que correr atrás de recursos e conhecimentos que muitas vezes não estão tão facilmente disponíveis para nós, afinal é uma área bastante nova aqui que as pessoas ainda estão começando a perceber o potencial. Quanto a Manaus em especifico, já foi bem mais difícil, na nossa opinião. Hoje em dia já se tem uma comunidade de desenvolvimento de jogos emergente. Temos também iniciativas como o Samsung Ocean e os recentes cursos de graduação e pós-graduação da UEA voltado para o desenvolvimento de jogos digitais, que permite acessor a quem queria trabalhar com isso, mas não tinha o conhecimento técnico necessário. Nós vemos que aqui em Manaus existe muito potencial para uma comunidade forte de jogos digitais e talvez se nos tornarmos em alguns anos um ponto de referencia na região Norte e no Brasil, mas isso vai depender de pessoas dispostas a trilhar esse caminho aqui na região.

MN: Onde podemos baixar os aplicativos?

DKS: O episodio 1 do jogo do Kadi está disponível na Google Play Store e em breve sairá também para a Apple Store. Nosso outro produto, a plataforma de jogos do Acesinho, feito juntamente com a Fogás, já está disponível em ambas as plataformas, Google Play e Apple Store.

MN: Tem algum aplicativo novo surgindo?

DKS: Temos vários projetos atualmente. Temos trabalhado no episodio 2 do Kadi, que terá o dobro do tamanho do primeiro lançado, com novas mecânicas, inimigos e fases! Além disso estamos trabalhando em conteúdos novos para a plataforma de jogos do Acesinho, com mais dois jogos para serem lançados ainda nesse ano dentro dela. Além desses estamos com projetos voltados para o lado educativo, com um foco em auxiliar o aprendizado para crianças e projetos novos para o ano de 2016.

MN: Em média, demora quanto tempo para que o aplicativo seja finalizado?

DKS: Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Vai depender principalmente de três fatores principais: A complexidade da mecânica e sistemas de jogo, a quantidade de conteúdo no jogo e o nível de qualidade geral da arte/animação/som do jogo. Nosso objetivo é trabalhar sempre com a maior qualidade possível nos jogos que produzimos, e isso vai demandar uma quantidade de tempo que está diretamente relacionada aos outros dois pontos que comentamos. Quanto maior for esses pontos, mais demorado é o processo de desenvolvimento. 

MN: Uma pergunta para cada um dos membros: Quando você descobriu que gostaria de trabalhar na criação de games/aplicativos?

Barbara: Eu sempre fui muito fã de jogos, principalmente os de plataforma e puzzle. Apesar disso, como não existia um cenário de desenvolvedores de jogos em Manaus, escolhi fazer design voltado para interfaces digitais na Fucapi.

Durante um intercâmbio que fiz em Portugal pela Faculdade, morei com um menino de 2 anos que adorava jogar no tablet da mãe, eu achava incrível como ele conseguia entender coisas que estavam acima da idade dele através dos jogos, era perceptível o quanto ele se divertia e aprendia com eles.

Assim que voltei pra Manaus soube que a Samsung tinha criado um estúdio de jogos em Manaus, a Black River e em paralelo a isso o Ocean da Samsung estava com o processo aberto para sua primeira turma intensiva de jogos. Então foi uma junção de acasos que me fez cair de cabeça, coração e alma nisso. 

Luiz Marcelo: Acho que desde sempre! Sempre joguei muito na minha infância, comecei com uns quatro anos no Master System, passei pro Super Nintendo e depois para o Nintendo 64 e dai não parei mais. 

Desde que comecei a mexer no computador de casa eu já buscava algo relacionados a jogos. Lembro que eu deveria ter uns onze ou doze anos quando comecei a brincar com programas de criação de jogos que eram simples e não precisavam de programação avançada, como o RPG Maker e o Multimedia Fusion 2. Nessa época devo ter feito vários jogos clones de Mario, Sonic e Final Fantasy! Quando comecei a faculdade de Ciência da Computação na UFAM, sempre me voltava para a área de jogos. Tentei entrar pela via acadêmica no processo de desenvolvimento de jogos mais sério, fazendo o programa de iniciação cientifica (PIBIC) onde desenvolvi um jogo relacionado a Segurança na Web. A partir dai eu ia e voltava para o desenvolvimento de jogos, minha maior dificuldade era encontrar uma equipe dedicada com essa ideia.

Felizmente, após voltar do meu período pelo Ciência sem Fronteiras no Canadá, encontrei o pessoal da Dreamkid no curso intensivo de jogos no Samsung Ocean e o resto já é historia.

Crysthian: Acredito que desde sempre, sempre fui apaixonado por tecnologia e principalmente por jogos, eu lembro que joguei pela primeira vez em um super nintendo e sempre fui curioso em saber como que aqueles jogos foram feitos.

Brena: Os jogos me acompanharam desde da minha infância, sempre tive curiosidade de saber como eram feitos, ”como era possível o Sonic pular e girar quando apertava o A e o B?”.  Sempre fui viciada, curiosa, jogava desde de jogos de consoles genéricos como “Polystation” ao nosso querido Playstation (sempre um alívio ouvir o som de abertura). E o que sempre me atraía além da jogabilidade era a experiência que jogos proporcionavam, eu podia ser quem eu quisesse.

Durante o ensino médio eu arriscava fazer meus jogos no RPG maker, como meu foco sempre foi ilustração, eu criava meus próprios personagens, customizava, desenhava (Squareenix que me aguarde!).  Isso impactou de certa forma na escolha da faculdade e confesso que a seleção do meu curso foi definida pela grade curricular que possuía a matéria de animação na Uninorte. Vejo a animação como uma ferramenta complementar, onde você pode tornar seus desenhos, personagens vivos.  Na reta final do curso, durante o  TCC (um livro animado), me aprofundei mais no tema: tecnologia a favor da educação e percebi o grande impacto, exclusivamente dos jogos na sociedade. Depois do curso percebi que era hora de voltar para o antigo sonho, comecei a pesquisar cursos de jogos de digitais e me deparei com o Curso de Jogos Intensivos da Ocean, (em Manaus?).

Vi uma oportunidade, um chamado, que agarrei com todas as forças, era início da nossa jornada. 


Equipe DreamKid: Marcelo, Crysthian, Brena e Bárbara.


Desejamos nada além do melhor e todo o sucesso para a equipe!


Sobre o Autor

Apaixonado por filmes, costumo ser o Batman nas horas vagas e San Junipero até às 00:00. Sou fascinado por Doctor Who, queria ter uma caixa azul maior por dentro e o fogo anda comigo. Fora isso, já falei que amo filmes?

Comentários

  • Thiago Henrik

    Rapaz, fiz muitos jogos no RPG Maker, mas nunca terminei nenhum. Nunca fui bom na parte de programação (via aquelas paradas lá em Ruby e ficava voando), me virava bem com a arte – curtia customizar os chars que eu pegava – mas meu forte mesmo era o roteiro 🙂 Era minha parte favorita montar a história e ver ela tomando forma no jogo.