Quem é fã da saga Star Trek já deve ter notado a semelhança de algumas raças, como os vulcanos, com os seres humanos atuais. A resposta é até bem simples: durante o decorrer da história evolutiva e biológica do universo da saga, os humanos puderam semear seus genes com os genes de outras raças.

Esta é a postulação mais óbvia feita pelo biólogo evolucionista da Universidade de Duke, Carolina do Norte, Mohamed Noor. “Este modelo ignora coisas como a diferença na posição do coração que bombeia cobre vulcânico em vez de sangue humano. Mas o principio geral mais provável é de que as espécies evoluíram completamente de forma independente para parecerem quase a mesma espécie após bilhões de anos”.

Atualmente não sabemos muito sobre as nossas origens. O que sabemos é que os elementos químicos foram feitos nos núcleos de estrelas e a própria molécula de água é cósmica. Em locais como berçários estelares moléculas de água (H2O) são produzidas em quantidade suficiente para encher nossos oceanos cerca de 60 vezes por dia.

A hipótese mais aceita é de que componentes químicos oriundos de outros astros acabaram chegando na Terra por meio de colisões ao longo de milhares de anos. Aos poucos, o planeta Terra foi criando condições especiais e estes compostos encontraram um ambiente propício para novos passos.

No episódio 20 da 6ª temporada de Star Trek: The Next Generation, a ideia sobre semeação de material genético é apresentada. Uma espécie alienígena chamada de Preservers foi apresentada como sendo responsável por espalhar seus genes em vários planetas. Ao longo de alguns bilhões de anos, plantas, animais e humanoides muito semelhantes entre si começaram a surgir em planetas diferentes.

Um preserver (Créditos: Vignette)

Apesar da explicação interessante, Noor fala que esse modelo é ineficiente. Mesmo com condições ideais, as chances de espécies de plantas e animais semelhantes desenvolvidos em múltiplos mundos a partir de um material genético é bem baixo.

“Pelo modelo [do episódio], estamos mais estreitamente relacionados com uma grama ou ameba do que a um Vulcano. Eu não me imagino tendo filhos com essas outras espécies”, comenta Noor.

A proposta de Noor para isso é de que a semeação de genes aconteceu de forma diferente do que a apresentada no episódio. Ancestrais de Homo erectus foram tomados por Preservantes junto com plantas e outros animais há apenas um milhão de anos.Esses genes foram semeados em Vulcan e em outros planetas dando origem ás formas de vidas relacionadas umas as outras.

Vida longa e próspera aos vulcanos (Créditos: Imagens Públicas)

Como um devido fã de Star Trek, Noor passou uma parte da faculdade pensando nas possibilidades de vida incríveis apresentadas nas séries e nas explicações um tanto quanto absurdas apresentadas nos episódios. “Acho que a ideia de tentar imaginar como a vida no espaço poderia ser é fascinante. Eu realmente gostei de pesquisar sobre isso”, conta Noor.

O biólogo explica que se a vida humana no universo Star Trek fosse semeada em vários planetas, a fonte mais segura seria a própria Terra. isso aconteceria pela forma hierárquica em que a vida está organizada por aqui. Assim, nós estaríamos mais relacionados aos romulanos e aos klingons do que com os chimpanzés.

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