Review: Angest – uma breve análise de tempo | Memórias de Um Old Gamer

Publicado em 15 de setembro de 2017 | Por Antonio II | Colunas, Games, Memórias de um Old Gamer, Resenha

Oi pessoal, dia desses o Thiago Diabo pediu que eu conferisse um game de Realidade Virtual que o Black River Studios – estúdio de games da Samsung, em Manaus – lançou recentemente. Bom, eu não sou muito fã de games de VR, mas fui ver qual era, e agora vocês saberão.

Angest segue a linha da nova tentativa que a indústria do entretenimento quanto à tecnologia de realidade virtual: uma espécie de “walking simulator” em primeira pessoa (com as limitações que esses sistemas VR ainda possuem) onde o protagonista é uma astronauta (chamada Valentina) da Rússia comunista que vive em uma estação espacial e tem como “amigo” um sistema de inteligência artificial chamado “Konstantin”. Seus dias bucólicos no espaço sideral se resumem a perambular pelos corredores da nave russa, conversar com o Konstantine e realizar tarefas sacais.

Entretanto, com o passar do tempo, coisas estranhas começam a acontecer. Delírio ou confundimento? É com esse enredo que o game lida para brincar com a percepção do gamer. Eu sou fã do gênero. Adoro games onde existe uma história fragmentada que tem que ser descoberta a partir da exploração do cenário. Assim, Angest já me agradou logo de cara

O problema é: em que pé que estamos com a tecnologia de realidade virtual? A exploração do cenário no game é limitada pelo caráter técnico da plataforma. Para você se movimentar no cenário, deve encaixar o prompt que está sempre central no campo de visão em pontos estratégicos do cenário. Aí você simplesmente se “teletransporta” para corredores e salas. Isso me incomodou muito no início. Mas aí me adaptei e, tá… é tolerável.

É um sonho? 

Corta é que é importante

Outro ponto que não eleva Angest como uma experiência memorável é que puzzles devem ser desafiadores. Mas também devem ser construídos com um mínimo de sentido para funcionar como fio condutor do enredo. Em alguns momentos o gamer pode simplesmente “travar” por falta de construção do fio narrativo intrínseco que os games do gênero devem possuir. Isso levou o estúdio a deixar o game com aquela pegada indecisa sobre o clima: é suspense? É contemplativo? É impressionista?

Eu diria que um pouco de tudo.

“Os maiores peixes são os que estão em águas mais profundas…”

 


Senta que lá vem história

São duas considerações que creio que sejam importantes. Se você der os descontos necessários para as limitações da tecnologia e abstrair, por vezes, a ineficiência do estúdio em preparar o gamer para o que há de vir a cada nova proposta onírica da narrativa, Angest funciona muito bem como diversão de algumas horas. Percebe-se cuidado visual e na engenharia do som. Nesses aspectos, o trabalho do Black River Studios brilha; ainda mais por ser conteúdo gratuito para quem tem o Gear VR da Samsung.

O jogo é gratuito e está disponível na Oculus Store. Vale a pena jogar.


Sobre o Autor

perdeu as contas de quantos mantras realizou para zerar aos onze anos Faxanadu. Suas habilidades crescentes já na infância o levaram a fazer uso da Master Sword todas as vezes em que houve necessidade (desde a Criação até a Era o Caos e da Prosperidade). Atualmente anda às voltas com os reinos de Boletaria, Lordan e Drangleic porém nunca esquecendo que deve estar de pé às seis para levar luz àqueles que necessitam. Gosta de caqui, sustos, games, comida-que-mata, poesia, pringles, fantasia-fantástica, pôr-do-sol… e Pepsi!

Não necessariamente nessa ordem.

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