A representatividade feminina na cultura Nerd

Publicado em 10 de setembro de 2016 | Por Lana Sabrina | Envio do Leitor, Quadrinhos

QUE ÉPOCA BOA PARA SER NERD! Ultimamente tenho ouvido constantemente essa frase. Com a popularização dos filmes e séries de heróis o público nerd tem sido melhor aceito pela sociedade em geral, mas nem sempre foi assim, principalmente, para as mulheres.

O termo nerd, desde sua popularização tem sido usado de forma pejorativa e preconceituosa para “atacar” pessoas que, geralmente são mais introspectivas, leitoras vorazes, viciadas em quadrinhos, cinema e vídeo game; o famoso estereótipo de nerd. Se ser nerd já era motivo para sofrer algum tipo de preconceito, ser nerd e mulher era muito mais. Lembro-me de ouvir várias vezes “vídeo game é coisa de menino” e não entendia o porquê, já que me divertia muito jogando com meu primo; tenho que admitir que nunca fui exatamente boa nisso, mas atribuo à minha falta de prática.

Existem filmes, séries de TV e livros onde se conta a história de um personagem que é nerd, 90% das vezes homem. Eu cresci assistindo aos desenhos animados e filmes do Homem aranha, e isso era ótimo, mas sempre senti falta de uma maior representatividade feminina, uma heroína ou personagem de livro que eu olhasse e dissesse “eu quero ser igual a ela”, que não precisasse ser salva, e sim salvasse a si mesma e tivesse a mesma capacidade de salvar os outros, mas o tempo foi passando, eu fui crescendo e me distanciei da cultura pop.

Hoje em dia com a autonomia que as mulheres possuem e ainda buscam conquistar, surgiram várias personagens fortes e donas de si mesmas e se tornaram um exemplo para mim, e que serão exemplos para várias meninas que estão crescendo e conhecendo o mundo nerd.

jessica_jones_homem_purpura

Uma das novas séries da Netflix, Jessica Jones (2015 – presente), é um exemplo claro de como é importante popularizar personagens femininas. A série que retrata a história de Jessica, uma super heroína onde uma de suas maiores habilidades é a super-força, além de ser uma ótima jornalista e detetive investigativa. A série mostra bem a obsessão do vilão Killgrave por Jessica, os abusos sofridos por ela e como ela busca reconstruir sua própria vida depois disso, enfrentando seus próprios medos e até o próprio Killgrave.

Não só Jessica, mas outras personagens femininas trouxeram para nós mulheres que temos esse estilo de vida nerd, uma nova perspectiva de como ser forte mesmo sem ter poderes sobrenaturais, mas sendo quem nós somos e sem medo de enfrentar nossos medos. Nos sentindo representadas, buscaremos conhecer mais sobre essas histórias e outras crianças, adolescentes e mulheres poderão se aproximar cada vez mais da cultura pop e ir minando a famosa frase de que “isso é coisa de menino”.


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Sobre o Autor

é 50% fisioterapeuta e primeiramente, Bruxa. Leitora voraz de toda saga que encontra com mais de 4 livros (ou não), sua lista de séries ultrapassa o número 20, meio gótica, meio alien, porém, obcecada por filmes de drama romântico, nutre uma paixão por Kate Winlest e Daniel Radcliffe. obs: completamente apaixonada por pudim!

Comentários

  • Fernanda Brandão

    Oi, Lana. Curti o texto, mas ele me deu a impressão de que vai ter continuação. Estou aqui esperando caso haja, porque o que não falta é “pano pra manga” sobre a representatividade feminina na cultura nerd e pop.

    Ah, adorei o “meio gótica, meio alien” na bio. 😉

    • Lana

      haha, Linda! Que bom que gostou. OPA, realmente, estamos aí para problematizar. Um beijo alien/gótico 👽